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    Espere Agora pelo Ano Passado -

    Philip K. Dick

    Suma
    2018
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-13: 9788556510730
    Português Brasileiro
    4
    320 avaliações
    Leram421Lendo26Querem731Relendo0Abandonos6Resenhas59
    Favoritos23Desejados731Avaliaram320

    Uma obra brilhante de um dos maiores nomes da ficção científica. O dr. Eric Sweetscent está em apuros. Seu planeta está enredado em uma guerra intergaláctica; sua esposa é letalmente viciada em uma poderosa droga com efeitos colaterais estranhos; e seu novo paciente não é apenas o homem mais importante da Terra, como talvez o mais doente. Em meio a uma crise interplanetária, onde nada é exatamente o que parece, Eric se torna o médico pessoal do secretáriogeral Gino Molinari, que transformou suas misteriosas doenças em um instrumento político — e Eric já não sabe se seu trabalho é curálo ou apenas mantêlo vivo. Navegando entre o impossível e o inevitável, Philip K. Dick nos apresenta um futuro onde a realidade é uma superfície terrivelmente tênue, multifacetada — e faz com que o leitor repense tudo o que sabe sobre o tempo.

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    Resenhas (59)Ver mais
    Sidney Danillo de Moraes Lopes picture
    Sidney Danillo de Moraes Lopes18/06/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Como dizem os Reegs: viva e deixe viver!

    O ano é 2055. O Dr. Eric Sweetcent é um cirurgião especializado em implantar órgãos artificiais que aumentam exponencialmente o tempo de vida de seus pacientes. Através de seu chefe, Virgil Ackerman, ele passa a fazer parte da equipe de Gino Molinari, o secretário-geral da ONU e homem mais importante do planeta ( com ares de ditador e baseado em Mussolini) que, através da assinatura de um tratado de paz, acaba colocando a Terra no meio de uma antiga guerra intergaláctica e entre dois povos: os Reegs e os Lilistars. E parece que o secretário escolheu o lado errado da guerra. Parece complicado? Junte a tudo isso a droga jj-180, criada como esforço de guerra e que tem o " pequeno " efeito colateral de deslocar o usuário não só pelo tempo, mas também por realidades alternativas. E não espere um final fechado para nenhum destes aspectos da trama, pois tudo isso é somente um pano de fundo para o real intuito de PKD (na minha visão) com esse livro: a exploração de um drama existencial que envolve relacionamentos falidos, uso de drogas e pensamentos suicidas. E se você, caro leitor, pesquisar um pouco que seja sobre a vida do autor, vai praticamente enxergar o mesmo exorcizando seus demônios em cada linha desta história. Esse aspecto está presente nos 3 livros do autor que já li e imagino que deva acontecer nos demais também, em escalas diferentes. O final do livro me deixou perplexo, sem saber o que pensar, achando que a história não teve final. Mas ela tem sim, e um dos bons: em um beco imundo em Tihuana, 10 anos no futuro ( em uma de suas viagens com a jj-180 ) e prestes a cometer suicídio, Eric Sweetcent tem uma epifania: " É estranho, pensou ele, que bem no centro da maior abominação de nosso tempo, essa guerra, eu consiga encontrar algo que faz sentido. Um desejo que me dá vida, igual aquele desejo do carrinho Lazy Brown Dog que vai se esconder dentro de um balde de zinco daqui a dez anos. Talvez eu possa assumir meu lugar no mundo ao lado dele, fazer o que ele faz, lutar como ele luta; sempre que for necessário, e ainda um pouco mais, pelo simples prazer de lutar. Pela alegria. Como era a intenção de tudo no princípio, anterior a qualquer tempo ou qualquer condição que eu possa compreender, ou considerar minha, ou vir a conquistar. " Eric Sweetcent deixou de esperar agora pelo (ano) passado e vai simplesmente assumir as suas responsabilidades. E lutar! ARREPIANTE !!!!

    36 curtidas

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    Avaliações

    4 / 320
    • 5 estrelas24%
    • 4 estrelas47%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas2%
    Philip Kindred Dick profile picture

    Philip Kindred Dick

    Philip Kindred Dick, também conhecido pelas iniciais PKD, foi um escritor americano de ficção científica que alterou profundamente este gênero literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica e tornando-se um ícone da contracultura. Sua obra é marcada por fantasmagóricas histórias de paranóia e primam pela originalidade. Explorou em muitas das suas histórias temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não heróis galácticos comumente associados a obras do gênero. Sua obra mais conhecida em vida foi <i>O Homem no Castelo Alto</i> (1961), vencedor do Prêmio Hugo de ficção científica. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica. Filho de um funcionário do governo federal, a sua irmã gémea morreu quase à nascença. Os seus pais divorciaram-se quando Philip contava quatro anos de idade. Acompanhou a mãe na sua mudança para a Califórnia, onde estudou, ingressando na Escola Secundária de Berkeley, onde permaneceu até 1945. Matriculou-se então na Universidade da Califórnia, onde estudou Filosofia e Alemão, abandonando o curso para trabalhar como disc-jockey numa emissora de rádio, mantendo, ao mesmo tempo, uma loja discográfica. Começou a escrever nesta época, publicando o seu primeiro conto de ficção científica na revista Planet Stories. Chegou a terminar alguns romances de índole autobiográfica, mas não conseguiu encontrar quem os editasse. Decidiu portanto dedicar-se inteiramente à ficção científica, convicto de que este género poderia melhor abarcar as suas especulações filosóficas. A sua primeira obra publicada foi Solar Lottery de 1955. A ação da obra decorria no século XXIII, num tempo em que a democracia como forma de eleição foi substituída por uma sistema de loteria que decide as funções dos indivíduos na sociedade. No entanto, vem-se a descobrir que a sorte está viciada. Após o aparecimento de obras como Eye In The Sky de 1956, Dr Futurity de 1960 e Vulcan's Hammer de 1960, Philip K. Dick conseguiu ser reconhecido como escritor, sobretudo com a publicação de The Man In The High Castle (O Homem do Castelo Alto) de 1962. O romance recriava um mundo em que a Alemanha e o Japão haviam vencido a Segunda Guerra Mundial. Por ter mantido relações com o Partido Comunista norte-americano, o escritor foi alvo de cuidadosas investigações por parte do FBI e dos serviços secretos da Força Aérea dos EUA. A visão quase paranóica da realidade que Dick demonstrou em muitos dos seus trabalhos não seria portanto de todo infundada. Inspirando-se em ideias do Budismo, Cabalismo, Gnosticismo e outras doutrinas herméticas, e combinando-as com certos aspectos das novas crenças na parapsicologia, extraterrestres e percepção extra-sensorial, o autor criou mundos alternativos nos quais acabou eventualmente por julgar viver. Consumindo drogas em excesso, alegou ter sido contactado em 1974 por uma inteligência alienígena. PKD explorou em muitas das suas obras temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não os normais heróis galácticos de outras obras do gênero. Precursor do gênero cyberpunk, o seu livro Do Androids Dream of Electric Sheep? (Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?) inspirou o filme Blade Runner que, já perto da sua morte por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), serviu como introdução a Hollywood e levou a que outras obras suas fossem adaptadas ao cinema. Os filmes Minority Report: A Nova Lei, O Vingador do Futuro, Screamers: Assassinos Cibernéticos, O Pagamento, Impostor, O Vidente, Os Agentes do Destino e O Homem Duplo, também são baseados em novelas ou contos de Dick.

    162 Livros
    939 Seguidores
    Califórnia, Estados Unidos

    Philip Kindred Dick