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    O Homem que Corrompeu Hadleyburg -

    Mark Twain

    Imaginário
    1998
    83 páginas
    2h 46m
    ISBN-10: 8585362405
    Português Brasileiro
    3.9
    70 avaliações
    Leram64Lendo6Querem48Relendo1Abandonos1Resenhas9
    Favoritos1Desejados48Avaliaram70

    Este livro é uma síntese das qualidades de Mark Twain: narrativa fluente, que decorre sem tropeços, com pausas para retomada de fôlego, pinceladas vigorosas retratando a psicologia de uma pequena cidade, aguda caracterização do que se passa no foro íntimo dos personagens, tudo contribuindo para um painel coeso, que vale como perspectiva sociológica.

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    Régis Maz picture
    Régis Maz31/12/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Existem pessoas incorruptíveis e moralmente virtuosas nos dias de hoje?

    O Homem que Corrompeu Hadleyburg de 1899 é uma sátira brilhante sobre a hipocrisia, a moralidade superficial, a corrupção e a ganância humana. Mark Twain entrega um conto com uma narrativa cheia de humor mordaz ao tentar desconstruir a ideia de virtude absoluta. Esta história me fez refletir sobre o que significa ser verdadeiramente honesto em um mundo onde as aparências frequentemente pesam mais do que os princípios. Essa é a pergunta que ele tenta responder na trama que se desenrola na cidade fictícia de Hadleyburg, que se orgulha de sua reputação imaculada e de seus habitantes incorruptíveis. Twain conduz a narrativa com um humor mordaz, desnudando as falhas humanas de forma tão incisiva quanto irônica. Através de situações absurdas, ele escancara a hipocrisia dos personagens, tornando sua crítica à moralidade superficial ainda mais contundente. Durante a leitura, foi impossível não comparar os personagens do conto com nossa sociedade, que, assim como Hadleyburg, tenta parecer mais ética e moral do que realmente é. Tanto na ficção como na vida real, são poucos os que, ao se autoproclamarem virtuosos, conseguem resistir aos desafios éticos mais básicos. Muitos acabam protagonizando verdadeiros espetáculos de ganância, falsidades e traições, revelando a fragilidade da suposta moralidade. Assistimos a episódios como esses todos os dias em nosso cotidiano, e, com a chegada da Internet, espetáculos que revelam o quão pouco virtuosa nossa sociedade é tornaram-se ainda mais comuns. Eles até ganharam um tom de normalidade, sendo vistos com certa ironia ou como entretenimento, o que me faz questionar: ainda existem pessoas incorruptíveis e moralmente virtuosas nos dias de hoje? Ou será que nunca existiram de fato? Sendo assim, em minha opinião, Hadleyburg pode ser vista não apenas como uma cidade fictícia, mas como um espelho de nossa sociedade e de nós mesmos.

    83 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 70
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas0%
    Mark Twain profile picture

    Mark Twain

    Samuel Langhorn Clemens, mais conhecido como Mark Twain, foi um escritor estadunidense que nasceu na Florida, no dia 30 de novembro de 1835, e se criou às margens do rio Mississipi. Twain foi um aventureiro incansável que encontrou em sua própria vida a inspiração necessária para sua obra literária. Aos doze anos seu pai morreu, Mark largou os estudos e começou a trabalhar como aprendiz de topógrafo numa editora, onde começou a escrever seus primeiros artigos jornalísticos. Aos dezoito anos, saiu de casa para correr atrás de aventuras e fortuna. Trabalhou como tipógrafo, como aprendiz de piloto de uma embarcação movida a vapor, até que a Guerra da Secessão (1861) interrompeu sua carreira de piloto. Em seguida, partiu para o oeste, em direção às montanhas de Nevada, onde trabalhou em campos de mineração. Seu desejo de enriquecer o levou a procurar ouro, sem muitos resultados, fato que o obrigou a trabalhar como jornalista. Seu primeiro êxito literário aconteceu em 1865, com um conto de curta duração, chamado “A Célebre Rã Saltadora do Condado de Calaveras”, que apareceu num periódico já assinado como Mark Twain. Como jornalista, viajou a São Francisco, onde conheceu o escritor Bret Harte, que o incentivou a prosseguir na carreira literária. Foi a Polinésia e à Europa, cujas experiências foram relatadas no livro “Os inocentes no Estrangeiro” (1869). Depois de se casar, em 1870, com Olivia Langdon, estabeleceu-se em Connecticut. Seis anos depois, publicou a primeira novela que lhe daria fama: “As aventuras de Huckleberry Finn” (1882), obra também ambientada nas margens do rio Mississipi, mas não tão autobiográfica como “Tom Sawyer”, sua obra prima e uma das mais destacadas da literatura estadunidense. É preciso destacar também “Vida no Mississipi” (1883) que, além de uma novela, é uma esplêndida evocação do sul, não isenta de crítica, consequência do seu trabalho como piloto. Com um estilo popular e cheio de humor, Twain contrapõe estas obras no mundo idealizado da infância, inocente e ao mesmo tempo astuta, com uma concepção desencantada do homem adulto, do homem da era industrial, da era dourada, enganado pela moralidade e pela civilização. Contudo, nas obras que se seguiram, o sentido de humor e a ternura do mundo infantil dão lugar a um pessimismo e amargura cada vez mais evidentes, expressados com ironia e sarcasmo. Uma série de desgraças pessoais, como o falecimento de sua esposa e de uma de suas filhas, bem como falta de dinheiro, escureceram seus últimos anos de vida. Depois de publicar mais de 35 livros, Mark Twain faleceu em Redding, no dia 21 de abril de 1910.

    125 Livros
    386 Seguidores
    Flórida, Estados Unidos

    Mark Twain