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    História da vida privada (História da vida privada #1) - Do império Romano ao ano mil

    Georges Duby, Philippe Ariès, Paul Veyne

    Companhia das Letras
    1989
    640 páginas
    21h 20m
    ISBN-10: 8541640831
    Português Brasileiro
    4.1
    255 avaliações
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    Prefaciado pelo historiador francês Georges Duby, que dirige a coleção ao lado de Philippe Ariès, este primeiro volume cobre um período de cerca de oito séculos, do declínio do Império Romano à Alta Idade Média ocidental e à Bizâncio dos séculos X e XI. O livro reúne ensaios de renomados especialistas, entre eles Michel Rouche e Paul Veyne (também organizador do volume e autor do texto de introdução), que examinam a vida cotidiana de cidadãos e escravos, senhores e servos - sua sexualidade, o casamento, a família, as diversas formas de moradia, as atitudes religiosas e as práticas funerárias. Acrescidos de ilustrações, os textos compõem em seu conjunto um fascinante panorama do aparecimento e das transformações da esfera privada, dando um quadro dos comportamentos individuias e sociais no período abordado. Completam a obra uma extensa bibliografia e um índice remissivo.

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    Doney Corteletti Stinguel14/10/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lista de Livros: História da vida privada (I): do Império Romano ao ano mil, de Philippe Ariès e Georges Duby (Org.)

    Parte I: “A violência pura e simples se acrescentava a violência judiciária. Os romanos passam por inventores do direito; é verdade que escreveram muitos livros de direito notáveis e achavam glorioso e aprazível conhecer e praticar os enigmas e os meandros do direito civil; era uma cultura, um esporte e um tema de orgulho nacional. Disso não podemos deduzir que a legalidade efetivamente reinava em sua vida cotidiana; o legalismo apenas introduzia no caos uma complicação suplementar e até uma arma: a trapaça. Em país grego sob o Império a chantagem Judiciária e as extorsões paralegais levavam o velho nome de “sicofantismo”. * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2021/09/historia-da-vida-privada-i-do-imperio.html XXXXXXXXXXXXXX Parte II: “Não importa o que possamos dizer, Roma não foi um Estado segundo o direito civil ou público, mas um Estado que obedecia em tudo a uma realidade desconcertante para o sociologismo moderno: uma classe governante; o direito público de Roma se esclarece quando paramos de procurar normas e sabemos que tudo se decidia golpe a golpe, segundo as relações de força em cada momento. Coisa mais curiosa ainda, Roma nada tinha de um Estado tradicionalista, regido pelo respeito ao costume, à maneira inglesa; a confusão das instituições romanas sempre foi meio fluida. Um autoritarismo sem regra do jogo; a célebre “boa-fé” romana é fidelidade a um homem, não a um pacto. A não menos célebre invocação perpétua da “tradição ancestral”, dos “hábitos dos antigos” (more majorum) é não menos especiosa e não implica autoridade de costume. Essa tradição só era invocada com relação às instituições públicas; por isso se encontrava apenas na boca dos grandes, únicos autorizados a falar de política; e era invocada como objeção; quer dizer, só a mencionavam quando estava para ser violada.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2021/09/historia-da-vida-privada-i-do-imperio_19.html XXXXXXXXXXXXXX Parte III: “Os pobres também chamam a atenção. Estropiados, indigentes, vagabundos e imigrantes de campos muitas vezes assolados, aglomeram-se às portas da basílica e dormem sob os pórticos que rodeiam seus pátios internos. Sempre se fala dos pobres no plural, em termos que não têm mais relação nenhuma com a classificação “cívica” precedente da sociedade dividida em cidadãos e não-cidadãos. São o anônimo rebotalho humano da economia antiga. Tal anonimato precisamente os transforma em remédio para os pecados dos membros mais afortunados da comunidade cristã. Pois a esmola aos pobres constitui uma parte essencial da longa reparação dos penitentes e o remédio normal para os pecados “veniais”, como a preguiça e os pensamentos impuros e fúteis, que não demandam penitência pública.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2021/09/historia-da-vida-privada-i-do-imperio_99.html XXXXXXXXXXXXXX Parte IV: “A IMPOSSÍVEL DISTINÇÃO DO PÚBLICO E DO PRIVADO PELOS GERMANOS Nessas tribos em que o poder, ao mesmo tempo de origem mágica, divina e guerreira, é exercido pelo rei, chefe de guerra eleito, e pelos guerreiros livres, o instável amálgama de um heer-könig condenado a vencer para manter sua autoridade e a de guerreiros fiéis se seu líder é o mais forte constitui o que se deve chamar de “Estado” de um tipo novo, espécie de comunidade de pessoas militares sem domicílio fixo nem duração garantida. O cimento dessa organização não é, como em Roma, a ideia de salvação pública e de bem comum, porém, antes, a reunião de interesses privados numa associação provisória automaticamente reconstruída pela vitória.” * “Os momentos de crise de civilização sempre são favoráveis ao surgimento de individualidades místicas que cristalizam os receios e as esperanças secretas de cada um.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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    Georges Duby

    Georges Duby foi um historiador francês, especialista na Idade Média. Deu início à sua carreira universitária em Lyon, no ano de 1949, tendo sido posteriormente membro da Academia Francesa e professor do Collège de France entre os anos de 1970 e 1992. Foi um especialista em história medieval, lançou mais de 70 livros e coordenou coleções importantes, como a História da vida privada.

    40 Livros
    81 Seguidores

    Georges Duby