Hardcover. Following the critically acclaimed The Book of Dave, Will Self's latest novel examines moral certitude in the post-9/11 era. When Tom Brodzinksi tries to give up smoking, he inadvertently sets off a chain of events that threaten to upset the tenuous balance of peace in a not-too-distant dystopian land. Flipping the butt of his final cigarette off the balcony of his vacation apartment, it lands on the head of elderly Reggie Lincoln, lounging on the balcony below. Lincoln suffers a burn, and the local authorities charge Tom with assault--in a country with draconian anti-smoking laws, a cigarette is a weapon of offense. To make matters worse, Lincoln's wife is a member of a mystical tribe, whose customary laws are incorporated into the civil statute. For reparation, Tom must leave his family behind and wander through the arid heat of the clan's deserted territory. Joining Tom on his journey is Brian Prentice, a mysteriously sinister presence, who has his own sins to make up for. Inevitably, the two men encounter violence, forcing them to come together despite their seething mistrust. A profoundly disturbing allegory of global politics in a post-9/11 world, The Butt showcases Self's talents as a writer of darkly comic social commentary.
The Butt - an exit strategy
Will Self
Will Self - A Guimba
Editora Objetiva - Selo Alfaguara - 331 páginas - Publicação 2010 - Tradução de Cássio de Arantes Leite Já estava nos meus planos há algum tempo conhecer o trabalho do escritor britânico Will Self, que esteve por aqui na FLIP de 2007, aclamado pela crítica pelo seu humor corrosivo e inteligência aguda na crítica de costumes da sociedade contemporânea. Adjetivos como criativo, alucinógeno, satírico e até mesmo profético são comuns nas resenhas de seus romances e contos. Na dúvida entre ler "Como Vivem os Mortos" (publicação 2000) ou "Grandes Símios" (publicação 1997), decidi começar com o romance "A Guimba" lançado este ano no Brasil pelo Selo Alfaguara (publicação original de 2008). A ideia para o argumento deste livro, segundo o próprio Will Self, surgiu durante uma viagem para a Austrália onde ficou surpreso com a rigidez das leis antifumo: "tão meticulosas que era ilegal fumar a 30 metros da entrada de prédios públicos, e linhas amarelas eram pintadas nas ruas e calçadas para garantir o seu cumprimento", ainda segundo Self e já antecedendo seu estilo característico: "Pareceu-me bem estranho que um país colonial há até pouco tempo tenha, em apenas oitenta anos, cometido o genocídio do seus indígenas até impedi-los de fumar na rua". Um país-continente fictício, provavelmente inspirado na Austrália, é o cenário deste romance que tem como protagonista Tom Brodzinski, um típico turista americano em visita de férias com a família e que, ao lançar a guimba de seu derradeiro cigarro da varanda do quarto de hotel, deflagra uma série de eventos ao ferir acidentalmente um velho cidadão britânico naturalizado e casado com uma nativa. Estes eventos se sucedem rapidamente, enquanto Tom vivendo um pesadelo kafkiano vê o espaço entre o paraíso turístico e a realidade política e social do país reduzir à medida em que é envolvido em um processo judicial de proporções alarmantes. Will Self demonstra o lado absurdo do Colonialismo e Neocolonialismo, algumas vezes de forma cômica (como nas proibições ao fumo) e outras francamente grotescas (nos rituais de iniciação e costumes locais) seja nas ações dos colonizados ou dos colonizadores. Self não deixa pedra sobre pedra ao avançar com a sua sátira total e colocar Tom no centro de situações desesperadoras que culminam com a sua viagem-travessia do deserto, após ter sido abandonado pela família, até a tribo de aborígenes que deverá ser indenizada como reparação pelo seu erro. Uma galeria de personagens que inclui um inescrupuloso advogado local e o cônsul americano "honorário", que orientam Tom ao longo do seu processo judicial, além de outras autoridades e personalidades, como o "neuroantropólogo" von Sasser, que representam o poder de destruição e corrupção dos colonizadores nas sociedades do terceiro mundo, mas tudo isso com muito humor.
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