Aventuras na História Nº 39 (Novembro de 2006) - O Testamento de Pinochet

    Eduardo Szklarz

    Abril
    2006
    66 páginas
    2h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Saiba por que o homem que se tornou o símbolo do ditador sul-americano continua a assombrar o Chile e boa parte do mundo.

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    R .14/08/2019Resenhou um livro
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    Novembro de 2006

    Na reportagem de capa, uma extensa matéria sobre o general Pinochet, ditador chileno dos mais sangrentos na América Latina, entre 1973 e 1990. Não me interessei, dando uma conferida básica, a história desses homens tem ideologias com muitas mentiras e tirania. A melhor definição sobre ele está na charge de Negreiros, na última página da revista. Na seção de "Notas Históricas", um texto sobre o Sebastianismo. Movimento religioso no Nordeste dos idos coloniais, com fé em determinados pregadores apocalípticos (malucos), que correlacionavam dias melhores à volta de determinado rei português. A gente ouve falar de histórias populares de uma Pedra do Reino ou Pedra Bonita, mas nem imagina que, dentro do Sebastianismo, está relacionada a matanças hediondas em prol do fanatismo. O texto destaca uma delas. Pedra é do Cão... Correlacionei com a reportagem de capa sobre Pinochet... Ilustrações de ilusões e terror... "Santos pecadores" destacou o contexto histórico de determinados santos no Catolicismo. Sei que existe cada coisa impactante em verdades obscuras, substituídas por cegueira para os que crêem, mas também acredito que o texto foi forçado. Caso do que escreveram sobre Camilo e Maria Egípcia. Certamente, tiveram vida pregressa dissoluta e devassa, como a revista apresentou (Camilo era viciado em jogo e Maria Egípcia foi prostituta, porque gostavam), só que esses aspectos foram enfatizados em resumo de vida, como se fosse isso e nada mais. Acredito que houve transformações. Também, muito mais, discordo da romaria que inventaram em torno deles e de outros. Foi apresentado também o que chamam de Cipriano. Em verdade, foi um bruxo. Se é para impactar, deveriam ter citado o "Mata-mouro", em que entronizaram, na igreja, imagem de um cavaleiro guerreiro com as cabeças decepadas e corpos dos mouros sob as patas do cavalo. Cada coisa... No "Dito e Feito", curiosa a origem de "Fazer o diabo a quatro". Vem de peças medievais, em que introduziam um demo para causar confusão. Agora, quando queriam um quiproquó, aí introduziam até quatro tinhosos. Cada coisa, mesmo.. O "Infográfico" trouxe o esconderijo de Anne Frank. Não é a melhor ilustração que já vi, mas vale a referência como curiosidade. O diário dela é uma de minhas leituras mais impactantes... "A ameaça dos bichos" foi a reportagem que mais gostei, sobre pandemias iniciadas a parti do contato com animais, principalmente silvestres. A informação mais relevante é que esse quadro se inicia em um contato atípico, em que os animais são trazidos para o convívio humano em condições críticas (sujeitos a aglomerações com higiene precária) ou o ambiente natural é destruído (provocando migrações para convívio com o homem ou este invade o meio ambiente, destruindo e potencializando o surgimento de endemias latentes). A percepção é de quebra do equilíbrio natural, onde agentes patológicos em certos ciclos silvestres são sensibilizados para interação com o homem, tornando-se mais agressivos. Um devaneio... Muito se falou, a poucos anos, de surto de Febre Amarela com origem na Amazônia. Não duvido com a crescente devastação, mas também os informativos não davam destaque à devastação muito maior e impactante no Sudeste, por exemplo, onde ocorreram os surtos... Tenho em mente que os desastres com as barragens desencadearam também mecanismos nocivos que ainda vão se manifestar (espero estar equivocado... mas foi impacto grande na natureza). Finalizando com uma dica de leitura: "Cinquenta dias a bordo de um navio negreiro", de 1842, em que o autor Granfell Hill foi testemunha ocular dos dramas, horrores e mortes.

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