Os Machões Não Dançam (Grandes Sucessos da Literatura Internacional #06) - Título original: Tough guys don't dance

    Norman Mailer

    Rio Gráfica
    1986
    285 páginas
    9h 30m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Ao acordar, depois de uma noite de embriaguez, Tim Madden não consegue se lembrar dos acontecimentos da véspera. Aos poucos, porém, este escritor desconhecido - ex-barman, ex-motorista, ex-presidiário - se vê envolvido por uma rede de indícios que o colocam no cerne de uma perigosa trama. Em seu braço direito, descobre uma tatuagem que até então jamais existira. No interior de seu carro, se depara com um rio de sangue. E, no local onde guarda sua maconha, encontra a cabeça decepada de uma loira muito parecida com sua ex-mulher. Sob o domínio da violência e do sexo, velhas obsessões de Mailer (que já recebeu dois prêmios Pulitzer), um romance policial à altura do talento de um dos mais controvertidos autores da moderna literatura norte-americana.

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    Fabio Shiva06/08/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Tim Madden acorda com uma bruta ressaca, após uma noitada daquelas. Ao sair de casa, descobre que o banco da frente de seu carro está empapado de sangue. Em sua plantação particular de maconha, outra surpresa o aguarda: a cabeça decepada de uma mulher está enfeitando suas folhas de marijuana. Para piorar, Madden é incapaz de lembrar o que aconteceu na noite anterior. Assim começa “Os Machões Não Dançam”, talvez a obra mais conhecida de Mailer. O fascínio maior do livro é o mundo sórdido e brutal criado pelo autor, com direito a muitas situações degradantes e personagens degradados. Não é uma leitura edificante, sem dúvida!!! Norman Mailer é o típico “escritor-personagem”, a celebridade conturbada e problemática que muitas vezes chama mais a atenção que os livros que produz. Bukowiski seria o clássico exemplo dessa categoria. No caso de Mailer, sua prosa ensandecida é uma das maiores responsáveis por essa “aura”: ao lê-lo, temos a impressão de que Mailer seria capaz de arrastar qualquer mulher para a cama ou de encarar qualquer sujeito numa briga, usando os piores truques nos dois casos. A primeira vez que li esse livro foi um choque absoluto. Poucas vezes lembro de ter lido algo tão impactante. A segunda leitura não teve o mesmo sabor cáustico, mas ainda assim foi uma paulada!!! Uma curiosidade: o livro ganhou uma versão cinematográfica, mas no Brasil o título foi traduzido para “Homens Roxos Não Dançam”, porque o filme foi lançado na era Collor!!! (07.11.2007)

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