Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições3
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas12
    • Leitores478
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Juca Mulato -

    Menotti del Picchia

    Civilização Brasileira
    1952
    51 páginas
    1h 42m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    157 avaliações
    Leram250Lendo16Querem211Relendo0Abandonos1Resenhas12
    Favoritos1Desejados211Avaliaram157

    Provavelmente uma reação ao Jeca Tatu de Monteiro Lobato, "Juca Mulato" é um poemeto sertanista de comunicabilidade fácil e vigorosa. Publicado em 1917, conheceu até hoje numerosas edições. Juca Mulato era um caboclo feliz até o dia em que deitou o olhar na filha da patroa. Imerso agora num irreprimível sofrimento, procura num curandeiro o lenitivo. Em vão. Acreditando que só na fuga encontraria o esquecimento, abraça-se à terra em despedida e ouve da alma das coisas uma imprecação contra seu gesto extremista. Apaziguado, recobra o alento e volta ao mundo a que realmente pertence.

    Edições (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (12)Ver mais
    INGRID MAYARA ALLEBRANDT picture
    INGRID MAYARA ALLEBRANDT21/04/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Impressões de leitura

    Dentre os 100 livros essenciais da literatura brasileira que a revista Bravo divulgou, resolvi escolher, a princípio, os títulos menos conhecidos/lidos (de acordo com o Skoob), visto que os outros já constavam na minha lista de "leitura obrigatória". Juca Mulato é um poema homônimo ao livro; é divido em nove capítulos: Germinal, A serenata, Alma Alheia, Fascinação, Lamentações, Presságios, A mandinga, A voz das coisas e Ressurreição. Cada capítulo conta uma parte da triste história de um caipira que, percebendo que fora uma vez notado pela filha do patrão, viu-se incluso num dos mais comuns dramas da humanidade: o amor não correspondido: "Juca Mulato sofre.../Esse olhar calmo e doce/fugiu-lhe como a luz, como luz apagou-se./ Feliz até então tinha a alma adormecida.../Esse olhar que o fitou o acordou para a vida!/A luz que nele viu deu-lhe a dor que ora o assombra/como o sol que traz a luz e, depois, deixa a sombra..." O personagem tem plena consciência de que esse amor platônico não gerará frutos devido principalmente à sua condição social e racial. Em seus pensamentos, surge um impasse: "Sofre, Juca Mulato, é tua sina, sofre.../Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida/é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida.../Ter a um sonho de amor o coração sujeito/é o mesmo que cravar uma faca no peito/Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:/não amar é sofrer; amar, é sofrer mais!" Sendo assim, para não desrespeitar o fazendeiro e a reputação de sua amada, ele decide buscar a ajuda de um feiticeiro. Roque, o feiticeiro, começa a dizer-lhe tudo o que pode lhe servir, inclusive que se Juca quisesse, poderia até ter o corpo parecido com o do Dioguinho - alcunha de Diogo da Rocha Figueira, um conhecido matador de aluguel do oeste paulista que era contratado pelos coronéis que disputavam o poder político. Há diversas obras baseadas nesse tal de Dioguinho que abordam sobre a possível veracidade de sua existência e de seus principais crimes cometidos entre 1894 e 1897. Então, Juca Mulato pediu ao feiticeiro que lhe desse algum remédio que pudesse curar o mal de um olhar que nunca será seu. Roque diz que para esse mal não há remédio e o aconselha a esquecer-se desse amor impossível. Juca Mulato segue sua caminhada tristemente, dialoga com seu cavalo e com a própria natureza com o intuito de encontrar alguma solução para o seu dilema: deixar-se morrer finalmente ou ir em busca de um amor que lhe mereça? Esse poema foi publicado em 1917, proporcionando ao autor diversos elogios e prêmios posteriores. Menotti Del Picchia foi um dos articuladores da Semana de Arte Moderna de 1922 e participou intensamente do movimento modernista, integrando também o chamado "Grupo dos Cinco", ao lado dos escritores Mário de Andrade e Oswald de Andrade e das pintoras Anita Malfatti e Tarsila do Amaral. Posso dizer que, ao elaborar este texto, tive de voltar ao poema algumas vezes devido a dificuldade de compreensão. A leitura é rápida, mas o entendimento é lento (risos). Acho interessante também dizer que antes de recomendar a leitura dessa obra, seria válido certo conhecimento acerca do contexto ao qual ela foi inserida, tanto por questões sociológicas quanto literárias (pois o poema, além de caracterizar o início do modernismo no Brasil, parece-me que também transita entre outras escolas literárias). Dito isso, afirmo que foi umas das coisas mais lindas que eu já li sobre esse tema. Super recomendo!

    28 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 157
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%