Silvino Jacques - O último dos bandoleiros

    Brígido Ibanhes

    Dinâmica
    2007
    243 páginas
    8h 6m
    ISBN-10: 8589375048
    Português Brasileiro

    Capitão Silvino Jacques, afilhado de Getúlio Vargas, tornou-se um bandoleiro, cuja vida e façanhas este livro relata em detalhes de um romance histórico. Sua participação na Revolução de 32 foi decisiva, quando às margens do Rio Perdido fulminou os constitucionalistas, levando-os a uma derrota em Porto Murtinho (MS), fato que deu a vitória aos legalistas. Sem depor as armas de guerra, se colocou a serviço do latifúndio e dos interesses políticos do padrinho Presidente; este preocupado com a faixa de fronteira entre o Brasil e o Paraguai, palco de sangrentas disputas pela terra. Depois da trágica morte do paraguaio, Manoelito Coelho, formou-se uma captura, comandada pelo delegado Orcírio dos Santos, que moveu ferrenha perseguição ao bandoleiro, transformando a região num palco de entreveros e atropelos. Por contrariar interesses políticos e familiares, o livro “Silvino Jacques, o Último dos Bandoleiros” foi apreendido pela Justiça em 1986 e o escritor foi perseguido e ameaçado de morte, tendo que se exilar para o Pernambuco. Finalmente, a obra foi liberada pelo Tribunal do Estado, em 1992, quando o escritor foi, então, adotado pelo Pen Club International, organização ligada à ONU, em cerimônia realizada no Copacabana Palace Hotel, no Rio de Janeiro (RJ). Saboreie esta fascinante história tomando um gole do refrescante tererê... Está servido?

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    Maikon03/09/2011Resenhou um livro
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    Literatura regional

    O livro conta a história de Silvino Jacques. Gaúcho de São Borja e afilhado de Getúlio Vargas, Silvino, perseguido no Rio Grande do Sul por encrencas e homicídios viu no centro-oeste, mais especificamente em Mato Grosso, hoje região do atual Mato Grosso do Sul, um lugar de refúgio e para onde veio com alguns comparsas. Aqui participa da Revolução Constitucionalista de 1932, fato que lhe concedeu prestígio e muitas amizades. Muito embora, a maioria de seus cupinchas de revolução fosse alheio ao real motivo que era a contenção, principalmente, da ameaça comunista e não o ideal separatista vislumbrado pelo sul do estado. Os legalistas venceram, apesar de os revoltosos terem experimentado por pouco tempo o desmembramento do sul estado originando o estado de Maracaju ( hoje Mato Grosso do Sul). Acabada a revolução, Silvino, pela sua má fama e das encrencas que se metia, foi desamparado por seu padrinho, já presidente, e passou a viver do banditismo na região de Bela Vista e Porteiras (atual Caracol). Nesse meio tempo cometeu muitas atrocidades como assassínios por encomenda, torturas, saques e por isso fez muitos inimigos. Foi perseguido por muito tempo, mas sempre se safava, visto que possuía muita proteção, inclusive de gente de dentro do Exército e da Polícia. Nesse meio tempo sempre se viu fugindo da polícia que tinha ordens metropolitanas para eliminar o banditismo da região. Fez andanças entre Mato Grosso (atualmente MS), Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Já no final da década de 1930, depois de várias pelejas, foi morto pelo delegado Orcírio dos Santos (pai do ex-governador de mato Grosso do Sul, Zeca do PT) nomeado justamente para este fim, na proximidade de Bela Vista, aliás, minha cidade. rs. Sem antes, claro, de muitas perseguições, tiroteios, vinganças e mortes. Silvino quase sempre saia ileso. É um bom livro, contudo, requer muita atenção, pois a gama de personagens impossibilita uma leitura superficial. E como o autor sugere, leia se refrescando com um saboroso tereré.

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