O Retrato de Dorian Gray -

    Oscar Wilde

    Martin Claret
    2011
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788572326452
    Português Brasileiro

    Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde, reputado como um dos mais importantes escritores do século XIX, nasceu na Irlanda, em 1854. É o autor do célebre romance O retrato de Dorian Gray (1890), e dos belos e não menos famosos contos O príncipe feliz e O rouxinol e a rosa. Depois de se graduar pela Universidade de Oxford, em 1878, escreveu um grande número de peças para teatro que se tornaram clássicos da dramaturgia universal. O retrato de Dorian Gray é a história de um jovem dotado de extrema beleza, que encanta a todos que o conhecem. No dia em que seu dedicado amigo, o pintor Basil Hallward, termina seu retrato, Dorian conhece Lorde Henry — rico, hedonista e extremamente sarcástico —, que vai exercer uma influência trágica e avassaladora na vida do belo jovem. No desenrolar da trama, são abordadas questões como a efemeridade da beleza, a amizade, e valores morais.

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    Dominique Sampaio02/06/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um emaranhado de verdades, que teimamos em não enxergar...

    Fascínio! É a única palavra que me vem a mente quando me recordo da leitura de Dorian Gray. Como tudo na vida, o que nos é proibido, é gostoso, tentadoramente irresístivel. E Henry Wotton vem desmistificar para Dorian Gray, o pecado em toda a sua glória. Todos os desejos reprimidos, pensamentos ocultados sob o véu do medo e da moralidade, Henry expulsa com ideias totalmente insanas. Para ele, o que vale realmente é o agora, enquanto, somos jovens e belos, e possuímos o mundo a nossos pés. Li-o aos poucos como quem quer provar vagosamente algo realmente tentador... Henry não somente fascina Dorian, fascina ao leitor. Fascinou a mim. Suas ideias... ahh, se dessemos asas a elas, seriamos totalmente pervetidos e mundo seria um caos maior do que já é... Por outro lado, nossa alma, ahhh, essa sim, seria digna de análise. "Aquele retrato seria para êle o mais mágico dos espelhos. Do mesmo modo que lhe havia revelado seu próprio corpo, haveria de revelar-lhe sua própria alma." Em muitos momentos, durante a leitura, eu parei para refletir... se eu tivesse um retrato que mostrasse como minha alma realmente é, o que ele mostraria? Confesso que não gostaria de ver. Com Dorian não foi diferente, em diversas ocasiões, ele tinha nojo e medo de olhar-se no retrato e ver como sua alma estava manchada. Porém, em outros momentos, ele ficava enamorado por sua pervesidade e face manchada pelo pecado. Houve uma parte, no ápice da trama, em que eu tive que parar a leitura, foi demais para mim. Ele me causou nojo. Repugnância. Como Dorian pode machucar a única pessoa que se importou com ele? A única que indicou o caminho certo a percorrer e a única que acreditou que ele era um ser livre de pecados? Parei durante dois dias de ler, eu não conseguia chegar perto do livro tal foi minha dificuldade de compreender o que havia se passado. Cinco estrelas é pouco para classificar esse livro. Simplesmente, ele mostrou mais de mim mesma, do que jamais eu gostaria de ter lido. Há não ser que você seja santo, você também se identificará com Dorian Gray, o anjo caído.

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