Amor pela Palavra
O que mais impressiona nessa obra de Karl Barth é a insistência do autor na necessidade do pregador de proclamar a Palavra da forma mais pura possível. Para isso, um exercício de abnegação se faz necessário; fazer calar o ego e de deixar-se ser usado por Deus para falar diretamente a seu povo. Barth leva esse princípio tão a sério que chega a propor que toda pregação deve ser lida para que o pregador não corra o risco de deixar-se levar por suas próprias ideias no momento do sermão. O valor dessa obra está menos na parte prática e mais na inspiração que uma declaração tão apaixonada de amor pela Palavra gera em nossos corações. Não é um manual de homilética nem uma proposta revolucionária de preparação criativa de sermões. Barth nos lembra da seriedade da tarefa do pregador e da centralidade bíblica essencial a cada pregação.





