"No Reino
dos Céus, não há grandeza a se conquistar, pois lá tudo é hierarquia estabelecida, incógnita revelada, existir sem fim, impossibilidade de sacrifício, repouso e deleite. Por isso, esgotado pelas penas e pelas tarefas, belo dentro de sua miséria, capaz de amar em meio às pragas, o homem só pode encontrar sua grandeza, sua máxima medida, no Reino deste Mundo." Eu não ia fazer resenha mas minha última atualização do livro ficou grande demais; pra não zoneá-la e dar o devido destaque ao belíssimo trecho acima resolvi deixar meus breves comentários para este espaço. Primeiro é importante reconhecer o exuberante trabalho de pesquisa e composição do Carpentier, que nem haitiano era. Num livreco super curto ele conseguiu contar de maneira enxuta e muito bem encadeada o eventos da revolução, seus antecedentes e efeitos. Os capítulos são curtos, a linguagem é chamativa e a trama - mesmo sendo quase toda factual - é muito engenhosa. Por tudo isso o que eu vou dizer a seguir pode soar paradoxal: o livro me cansou. E eu sinceramente não sei dizer o porquê. Absolutamente tudo nele me agradou, mas quando eu ia pegar nesse treco me batia uma PREGUIÇA, vai entender. Não sei se pela linguagem ser um tanto subjetiva - mesmo que seja bem acessível -, se porque eu parava a todo momento pra tomar notas... Mas fato é que ele me cansou. Mas isso não importa. O que importa é "O reino deste mundo" é um livro brilhante de um autor brilhante que trata de um evento fundamental que é sistematicamente apagado da História. Por tudo isso ele tem que ser lido.





