O Império dos Mutantes - Coleção Argonauta nº 107

    Stefan Wul

    Livros do Brasil
    1963
    184 páginas
    6h 8m
    Português

    O homem emigrara há muito para planetas-paraísos de sistemas longínquos. Em volta do Sol apenas gravitavam mundos quase desertos. Só Vênus albergava uma sociedade organizada, relíquia do antigo Império. Mas três quartas partes da Ciência tinham-se perdido. E a grande desconfiança oficial em relação aos sábios contribuía para apressar essa decadência. Acreditava-se ser suficiente utilizar velhas receitas herdadas do passado, mas que uma teocracia timorata considerava inofensivas. Quanto à Terra!... Era o planeta maldito. Era proibido tocar-lhe. Aliás, o seu clima pluvioso e desesperante era suficiente para afastar os curiosos. Só contrabandistas sem fé nem lei ousavam lá chegar...

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    JOSE CARLOS DA SILVA30/09/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Esqueçam a Terra! Não há nada de bom lá

    Leitura concluída: O IMPÉRIO DOS MUTANTES, de Stefan Wul Coleção Argonauta #107 Plano de leitura 10 Argonautas até o fim do ano (#01 de 10) No futuro a humanidade migrou para outros planetas de nosso sistema. A ciência é tolerada por uma hierarquia religiosa e vigiada pelos Padres-Inspetores. Isso porque no antigo lar ela foi proibida. A Terra se tornou maldita. Deserta e despovoada, nem mesmo exaltar seu nome era permitido. É para lá que Joachim, um mestre-biólogo é chamado. Suas experiências genéticas são constantemente vigiadas e censuradas pela Alta Prudência, cujo objetivo outro não é o de manter a ciência dentro dos limites do inofensivo. Após se ver raptado, o sábio Joachim deixa Vênus e é levado à Terra, quase em sua totalidade alagada, onde descobre ainda existir vida. O motivo de sua presença alí é encontrar uma solução para a morte prematura de uma criança. Diante da chance de poder agir com liberdade, a partir daí afigura-se na narrativa a gênese de Frankenstein, onde o protagonista busca incessantemente a possibilidade de ressuscitar, de dar vida à pequena Lisa, sem coibir as consequências de sua experiência científica. O que consegue, no entanto é conceber uma réplica. Não... Várias réplicas surgem e dão início a um crescimento embrionário acelerado. Enquanto esses clones preocupam por demonstrar um desenvolvimento físico e formação de conhecimento fora da normalidade, a trama também evolui entre o biólogo venusiano e Martha, a responsável por trazê-lo à Terra e a mãe de Lisa. E evolui, também, para um final apocalíptico, que aos olhos desse leitor, delineou-se como típico daqueles filmes B de FC, com direito a reflexões acerca da humanidade e seu futuro. Um bom livro. Agradeço ao amigo Julio Miceli pela indicação! ?Ter-se-ia o direito de tocar nas fontes sagradas da vida humana para criar um ser sem pai nem mãe.? - pag 43

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