Este livro contém duas análises da tese Roustaingista, uma de cada autor.
A análise feita pelo Júlio Abreu data de 1949, enquanto a análise de Herculano Pires foi feita posteriormente, em 1972.
Inicialmente a intenção de Herculano Pires era organizar o material de Júlio Abreu, mas foi necessário ir um pouco além, o que culminou com sua própria avaliação da obra de Roustaing.
O livro inicia pela análise de Herculano Pires que, apesar de anunciar uma análise isenta, se coloca diametralmente contrário à tese que está analisando desde o início. Todos os pontos levantados são muito pertinentes, e apesar da tendenciosidade, é difícil defender a obra de Roustaing com os argumentos apresentados.
O livro segue com a análise de Júlio Abreu, que a meu ver tem um rigor metodológico muito maior, assim como uma estrutura e apresentação mais didáticas e objetivas.
Além do combate ao Roustaingismo, este livro também serviu como denúncia e apontamento de falhas e possivelmente fraudes cometidas pela FED (Fedração Espírita Brasileira) na publicação de diversas obras ao longo da primeira metade do Séc XX, na tentativa de apoiar e defender as ideias de Roustaing.
No final das contas, este livro foi como usar "uma bazuca para matar um mosquito", tal o impacto dos argumentos frente às inconsistências da obra de Roustaing.
Não resta dúvidas de que sua obra beira à ficção e em nada complementa o trabalho feito por Kardec.
Recomendo a todos a leitura, não tanto pela análise, mas para que todos possam ter contato com um critério meticuloso de análise, para que estejam prontos a defenderem seus pontos de vista e atacar qualquer tentativa que possam trazer prejuízo ao conhecimento espírita.