A Violoncelista -

    Michael Krüger

    Companhia das Letras
    2002
    213 páginas
    7h 6m
    ISBN-13: 9788535902419
    Português Brasileiro

    Aos cinquenta anos de idade, um músico erudito alemão tem um grande projeto: escrever uma ópera baseada na obra do poeta russo Ossip Mandelstam (1891-1938). Dinheiro não é problema, pois há tempos ele se dedica também a compor trilhas sonoras para seriados policiais de televisão. A música erudita contemporânea não lhe trouxe reconhecimento de público ou crítica, mas os seriados de TV garantiram-lhe fama, fortuna e estabilidade. A calmaria de sua vida, porém, está prestes a ser abalada. Judit, a filha de 23 anos de Maria, uma ex-namorada húngara, bate à sua porta em Munique, onde pretende concluir os estudos de violoncelo. Seduzido pela réplica perfeita de Maria, o músico é atormentado pelo desdém que ela demonstra por sua obra e pelas novas regras cotidianas impostas pela garota. Um ciúme doentio de Judit toma conta do seu dia-a-dia. É em torno desse estranho triângulo amoroso que se desenvolve a história contada em A violoncelista. Michael Krüger explora com maestria o lado cômico desse imbroglio, ao mesmo tempo em que o emprega como pretexto para passar em revista os ideais políticos e artísticos da conturbada segunda metade do século XX.

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    Doney Corteletti Stinguel02/07/2016Resenhou um livro
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    Lista de Livros: A Violoncelista, de Michael Krüger

    “Não era desagradável estar sozinho de novo. Desaparecem os afazeres que surgem quando duas ou mais pessoas vivem juntas, silenciam os chamados em voz alta, o ruído de passos, as eternas perguntas e admoestações. Eu trabalhava, alimentava os animais, saía para passear. Quando alguém é obrigado a providenciar seus próprios passatempos, ocorre-lhe coisas que não vêm à tona em meio a um grupo de pessoas. Muitos preferem buscar companhia, outros suportam bem a vida de cônjuge, e outros, ainda, encontram prazer em sentar-se ao lado das demais pessoas em jogos de futebol ou apresentações teatrais. Há aqueles que acham perfeitamente natural exercer seu domínio sobre os outros. E há aqueles que precisam ajudar os outros o tempo todo. Somente poucos, porém, são capazes de ficar sozinhos de fato. E, sendo eles tão poucos, são alvos de suspeita.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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