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    Saudades de São Paulo -

    Claude Lévi-Strauss

    Companhia das Letras
    1996
    108 páginas
    3h 36m
    ISBN-13: 9788571645219
    Português Brasileiro
    4.3
    12 avaliações
    Leram24Lendo0Querem54Relendo0Abandonos0Resenhas1
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    Uma cidade em que o gado convivia com carros e bondes nas ruas; em que construções moderníssimas despontavam no topo de colinas ainda rústicas; em que lençóis caseiros, pendurados nos varais, formavam o primeiro plano para o imponente prédio Martinelli.Essa a paisagem que Claude Lévi-Strauss, então um jovem professor e fotógrafo nas horas vagas, encontrou e registrou fascinado entre 1935 e 1937, quando veio trabalhar na Universidade de São Paulo. Sessenta anos mais tarde, ciente de que uma cidade é "como um texto que, para compreender, é preciso saber ler e analisar", o antropólogo escreveu um depoimento memorável em que revisita essas imagens. Construindo para as novas gerações o mapa de uma belíssima viagem, no espaço e no tempo.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Giovani Pagliusi picture
    Giovani Pagliusi04/02/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Numa das últimas entrevistas do autor sobre alguns pensamentos sociais, Strauss havia mencionado que não se sentia mais um membro participante do mundo contemporâneo, as coisas tinham se transformado. Neste livro, o autor, remete seus comentários e digressões sobre uma cidade já engolida pelos processos urbanos desenfreados agenciados por administrações com base intelectual de 3° mundo, portanto, a tentativa de buscar e pesquisar (in loco) algumas passagens memoráveis do contexto do livro torna-se uma tarefa impossível de ser realizada a não ser por análise iconográfica.

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    Claude Lévi-Strauss profile picture

    Claude Lévi-Strauss

    Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas, em 1908, numa visita de seus pais, franceses, a Bélgica. Criador da antropologia estrutural, é um dos maiores intelectuais do século XX. Estudou direito e filosofia em Paris, nos anos 1930. Em 1934, recebeu o convite da missão francesa ao Brasil para a criação da Universidade de São Paulo, na qual, aos 26 anos, ocupou a cadeira de Sociologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Durante sua permanência no país, fez expedições ao interior, entre os povos Bororo, os Kadiwéu e os Nambikwara, recontadas mais tarde no seu célebre livro Tristes trópicos (1955). Foi a partir desses estudos no Brasil que Lévi-Strauss tornou-se etnólogo. Durante a Segunda Guerra, partiu para o exílio nos Estados Unidos, como professor da New School for Social Research. Na sua volta à França, lecionou na École de Hautes Études em Sciences Sociales e no Collège de France. Publicou O pensamento selvagem (1962) e Antropologia estrutural (1958, 1973), cujo primeiro volume foi reeditado pela Cosac Naify em 2008, mesmo ano em que teve sua obra incluída na coleção Pléiade, da editora francesa Gallimard. Ao longo de 20 anos dedicados ao estudo dos mitos dos povos indígenas americanos, escreveu sua obra maior, a série Mitológicas (1964, 1967, 1971, 1974; Cosac Naify). Fundou o Laboratório de Antropologia Social e a revista L’Homme (1961). Em 1973, passa a fazer parte da Academia Francesa. Faleceu em 1º de novembro de 2009, poucos dias antes de completar 101 anos.

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    Claude Lévi-Strauss