Quando perguntamos sobre poesia sempre ditamos que algo deva ser parecido e coerente aos autores clássicos, como a exemplo de Lispector e Pessoa. Isso quem criou, em certa parte, fui eu, que achava que poesias ou livro de poesias deveriam refletir o abstrato da vida, do cotidiano, ou de outros vários aspectos sobre o próprio autor.
Arlene Holanda vem justamente para quebrar com esse paradigma meu. A poesia pode ser inventada, pode ser reflexiva, pode ser uma refração de tantas histórias de tantas pessoas que passaram na sua vida; em tese, é isso que ela mostra, de que todas as poesias são verdadeiras e remetem a vivacidade de ícones que perduraram na sua vida com um pouco e admito, GRANDE reflexão.
Peguei esse livro no fundo do baú de livros, e decidi estudar um pouco de como funciona a poesia; e por incrível que pareça, perdido em conceitos vindos de outras pessoas, o livro me encantou quebrando mais ainda a visão do clássico poético; e alimentou o hábito de que poesia pode ser sim qualquer coisa, sobre qualquer coisa, contanto que saiba ligar cada linha confusa dela.