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    A grande Ostra - Cultura, História e Culinária de Nova York

    Mark Kurlansky

    José Olympio
    2006
    278 páginas
    9h 16m
    ISBN-13: 9788503010085
    Português Brasileiro
    4
    3 avaliações
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    Antes de ser conhecida como “A grande maçã”, Nova York poderia ter sido chamada de “A grande ostra”. Autor dos best sellers 1968: o ano que abalou o mundo, Bacalhau: a história do peixe que mudou o mundo e Sal: uma história do mundo, o pesquisador norte-americano Mark Kurlansky investiga o desenvolvimento da cidade pela perspectiva de um de seus mais tradicionais habitantes: a ostra, cuja influência marcou a cultura, economia e gastronomia da grande metrópole. Durante séculos, Nova York foi famosa pela iguaria. Até o início da década de 1900, as abundantes ostras tinham um papel importantíssimo para a cidade, sendo o seu produto de exportação mais famoso e o alimento básico de ricos, pobres e turistas, além de desempenhar papel fundamental contra a poluição dos congestionados canais da cidade. Realçada por antigas receitas, esta estimulante narrativa envolve os leitores desde a chegada dos colonizadores ingleses e holandeses e a fundação da cidade no século XVII – quando os índios Lenape já eram apreciadores do molusco tanto quanto os europeus e seus rios abrigavam praticamente a metade de toda a produção do mundo – até a morte dos viveiros de ostras em 1927 e o surgimento de um movimento ambientalista americano; dos armazéns até os violentos bairros pobres de Five Points e os mais requintados restaurantes da Era Dourada de Manhattan. Em A GRANDE OSTRA, Kurlansky resgata diversos personagens da cidade à medida que reconta os dramáticos fatos que mudaram Nova York, transformando-a na metrópole atual, muitas vezes esquecida de sua história. O autor se pergunta: “Como é possível que pessoas vivendo no maior porto do mundo, numa cidade na qual nenhum bairro fica muito distante do mar, numa cidade cuja locação foi escolhida por causa do mar, onde grandes cargueiros, petroleiros, possantes rebocadores, iates e barcos da polícia marítima deslizam por suas águas, tenham perdido toda sua ligação com o mar, quase esquecido completamente que o mar está ali? Os nova-iorquinos perderam sua ostra, seu gosto do mar. Esta é a história de como tudo isso aconteceu.”

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    Daniel de Oliveira Ferreira picture
    Daniel de Oliveira Ferreira05/06/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    As Ostras de Nova Iorque

    Quem diria que a cidade do cachorro quente já foi a cidade das ostras!!! Pessoalmente, gosto mais de cachorro quente!!! Mesmo nunca tendo comido uma ostra!!! O autor foi muito feliz ao escolher a forma de abordagem utilizada, permitindo ao leitor conhecer dois assuntos ao mesmo tempo: ostras e a história da cidade. Sem entrar em detalhes técnicos o autor mostra as diferentes espécies de ostras e como o meio ambiente é fundamental para o crescimento e o sabor de cada uma. Dessa forma, o autor leva-nos a conhecer Nova Iorque desde o início do século XVII até a primeira metade do século XX. A Nova Iorque dos indígenas, dos holandeses, dos puritanos ingleses, da nação recém criada e independente da Inglaterra chegando à Nova Iorque dos nascentes capitalistas industriais. E nesse curso, o autor liga o crescimento e a industrialização da cidade com o declínio dos viveiros naturais, passando pelos viveiros artificiais e finalmente chegando à quase total extinção desse molusco na baía de Hudson e nos rios que a abastecem. Não se pode por toda a culpa nos capitalistas industriais mas, certamente, eles foram responsáveis pela impossibilidade de se restaurar quaisquer níveis anteriores no cultivo de ostras em Nova Iorque. Não vou mentir dizendo que li todas as receitas de pratos com ostras, pois não tenho dons culinários, mas li grande parte delas. É impressionante como os novaiorquinos comiam ostras de tudo quanto é jeito!! Parece que sou eu com os queijos!! Bom espero que esta resenha motive outras pessoas a ler este livro. Ele merece ser lido!!

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