O Crime de Sylvestre Bonnard - Premio Nobel 1921

    Anatole France

    Opera Mundi
    1963
    239 páginas
    7h 58m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Coleção Biblioteca dos Prêmios Nobel de Literatura.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (5)Ver mais
    jota 11 picture
    jota 1131/10/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    BOM: autor francês nobelizado conta as peripécias de um simpático e erudito sessentão, Sylvestre Bonnard, nem de longe um perigoso bandido

    Lido entre 25 e 31/10/2021 O Crime de Sylvestre Bonnard foi publicado em 1881 e seu autor, Anatole France (1844-1924), recebeu o Nobel de literatura em 1921, portanto quarenta anos após vir à luz o livro que se considera sua obra-prima (uma pequena obra-prima, como ressaltou um estudioso de seus escritos), o primeiro que escreveu. Que eu saiba a Academia Sueca nunca premiou um autor de livros policiais, coisa que France nunca foi mesmo, então resta ao leitor descobrir através da leitura que crime seu personagem central praticou. Isso só nos vai ser informado quase no final da segunda parte da história, que tem o título de Jeanne Alexandre. A primeira parte, A Acha de Lenha, me pareceu um pouco mais interessante do que aquela, porque nela somos apresentados ao erudito e simpático sessentão Sylvestre Bonnard. Ele vive num apartamento parisiense lotado de livros, tem como companhia uma criada meio surda e mandona e um gato, e dedica grande parte de seu tempo ao estudo de antigos manuscritos. Em forma de diário anota os acontecimentos mais significativos de sua vida, especialmente aqueles vividos em duas ocasiões distintas: a busca por um raro manuscrito (que é a história da primeira parte) e seu envolvimento com uma moça, Jeanne Alexandre (segunda parte), que o levou a praticar o crime do título. São duas histórias movimentadas, duas aventuras com vários lances de humor e ironia, que Bonnard nos conta enquanto acresce a elas seus vastos conhecimentos de literatura, filosofia, religião, da vida cultural em Paris etc. Tanto em A Acha de Lenha quanto em Jeanne Alexandre, temos Bonnard dividindo seu protagonismo com várias mulheres especiais, notadamente na primeira narrativa, que se assemelha a uma daquelas edificantes histórias natalinas e que bem poderia ser colocada ao lado do conhecido Um Conto de Natal, de Charles Dickens. Na segunda narrativa também é a bondade, com que distingue a personagem Jeanne, que conta no final. Vale a pena conhecer um pouco da literatura de Anatole France, um autor que já teve mais prestígio nessas terras tupiniquins, hoje em dia um tanto mergulhadas no negacionismo e na ignorância.

    10 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 49
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas45%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%