Marxismo e Filosofia -

    Karl Korsch

    Editora UFRJ
    2008
    170 páginas
    5h 40m
    ISBN-10: 8571083290
    Português Brasileiro

    Em 'Marxismo e filosofia', Korsch procura aplicar a dialética ao marxismo, numa época em que a teoria marxista ainda se colocava como um espaço aberto de indagações sobre a história, a filosofia, a cultura e a política (e, pois, sobre a própria essência teórica e prática do marxismo). A condenação do texto, tachado de revisionista e neo-hegeliano pela Terceira Internacional em 1924, levou Korsch a escrever uma anticrítica, também presente nesta edição, que traz ainda outros quatro artigos do autor.

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    Doney Corteletti Stinguel24/09/2021Resenhou um livro
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    Lista de Livros: Marxismo e Filosofia, de Karl Korsch

    Parte I: “Assim como os objetivos essenciais do movimento operário não podem realizar-se no marco da sociedade burguesa e do seu Estado, também a filosofia própria a esta sociedade não pode compreender a natureza das concepções gerais nas quais, de um modo consciente e autônomo, se expressa o movimento revolucionário proletário. O ponto de vista burguês, portanto, deve deter-se necessariamente — exceto no caso de se dispor a deixar de ser “burguês”, ou seja, se dispuser-se a suprimir a si mesmo — na mesma altura em que é obrigado a deter-se na práxis social.” * “Atribuir à teoria uma existência independente do movimento real é uma concepção não materialista nem sequer dialética, mesmo no sentido hegeliano: é uma concepção simplesmente metafísica idealista.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2021/09/marxismo-e-filosofia-parte-i-de-karl.html XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Parte II: “Marx conclui a pesquisa para esclarecer o seu método dialético, na décima primeira tese das Teses sobre Feuerbach, da seguinte maneira: “Os filósofos apenas interpretaram o mundo de diferentes maneiras; porém, o que importa é transformá-lo”. Esta frase, contrariamente ao que imaginaram os epígonos, não equivale a declarar que toda filosofia é uma simples quimera; ela apenas exprime uma recusa categórica de toda teoria, filosófica ou científica, que não seja simultaneamente práxis, e práxis real, terrena, deste mundo, práxis humanamente sensível — recusa categórica da atividade especulativa da Ideia filosófica que, no fim das contas, apreende apenas a si mesma. Crítica teórica e revolução prática, concebidas como duas ações indissociáveis, não num sentido qualquer da palavra ação, mas como a transformação concreta e real do mundo concreto e real da sociedade burguesa: estas duas expressões exprimem do modo mais preciso possível o princípio do novo método materialista dialético do socialismo científico de Marx e de Engels.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2021/09/marxismo-e-filosofia-parte-ii-de-karl.html XXXXXXXXXXXXXX Parte III: “Eis por que declaramos expressamente que a continuação da luta proletária revolucionária — que, em Marxismo e filosofia, designamos como “ditadura ideológica” — distingue-se por três aspectos do sistema de opressão intelectual que, em nome do que se chama “ditadura do proletariado”, se exerce hoje na Rússia. Em primeiro lugar, ela é uma ditadura do proletariado, não uma ditadura sobre o proletariado. Em segundo lugar, é uma ditadura da classe, não do Partido ou dos dirigentes do Partido. Enfim, e acima de tudo, é uma ditadura revolucionária, um simples elemento no processo de transformação social radical que, com a supressão das classes e dos seus antagonismos, cria as condições para a “extinção do Estado” e, simultaneamente, para a supressão de toda coerção ideológica. Assim compreendida, a “ditadura ideológica” tem por tarefa essencial suprimir as suas próprias causas materiais e ideológicas, tornando-se ela mesma inútil e impossível. E o que distinguirá, desde o primeiro dia, esta ditadura proletária autêntica de todas as suas contrafações é que ela não criará somente as condições de uma tal liberdade espiritual para “todos” os trabalhadores, mas também para “cada um deles” tomados como tais — liberdade que jamais existiu, em qualquer parte, para os escravos assalariados do capital, oprimidos física e intelectualmente na sociedade de classes burguesa, a despeito de toda “democracia” ou “liberdade de pensamento” que se possa invocar. Esta concretização do conceito marxiano de ditadura proletária revolucionária faz desaparecer a contradição que, sem esta determinação mais precisa, pareceria subsistir entre a exigência de uma “ditadura ideológica” e o princípio essencialmente crítico e revolucionário do método materialista dialético e da concepção comunista do mundo. Tanto nos seus fins quanto nos seus meios, o socialismo é um combate pela realização da liberdade.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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