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    Contra o dia -

    Thomas Pynchon

    Companhia das Letras
    2012
    1088 páginas
    1d 12h 16m
    ISBN-10: 8535920390
    Português Brasileiro
    4.7
    39 avaliações
    Leram61Lendo25Querem410Relendo1Abandonos6Resenhas2
    Favoritos17Desejados410Avaliaram39

    Tão divertido quanto labiríntico, Contra o dia traz Pynchon em sua melhor forma: erudito, pop, moderno e surpreendente. Quando Webb Traverse, um anarquista do Colorado com pendor para explosivos, é morto pelo magnata Scarsdale Vibe, seus quatro filhos decidem vingá-lo. Ao mesmo tempo, um grupo de jovens aventureiros, os Amigos do Acaso, viaja pelo mundo em um dirigível cumprindo missões cujas razões raramente conhecem. Que não se esperem, no entanto, as convenções dos respectivos gêneros nestas duas histórias que formam o exuberante e complexo eixo central de Contra o dia. Não há personagem ou tema principais neste sexto romance da carreira de Pynchon. O elenco, numa descrição atribuída ao próprio autor, inclui “anarquistas, balonistas, jogadores, magnatas corporativos, entusiastas de drogas, inocentes e decadentes, matemáticos, cientistas loucos, xamãs, físicos, ilusionistas, espiões, detetives, aventureiros e assassinos profissionais” (além de um cão que lê Henry James). Momentos extravagantes e enciclopédicos se fundem a seguidas trocas no estilo de narrativa e uma imensa quantidade de temas e elementos - espiritualidade, história, jazz, ciência, paranoia, psicologia, entre outros - para que o escritor reafirme sua peculiar visão do mundo e da modernidade.

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    Resenhas (2)Ver mais
    Arsenio Meira picture
    Arsenio Meira08/02/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Contra o dia é um romance experimental. As personagens se desenvolvem conforme suas histórias se mostram mais interessantes, mais rentáveis, ao acaso. Páginas e páginas podem acompanhar as jovens Yashmeen e Dally, esquecendo-se totalmente dos irmãos Traverse e dos Amigos do Acaso – e, para minha infelicidade, de Pugnax, o cão que lê Henry James – até que eles entrem em suas vidas e as histórias se misturem. E logo podem ser deixadas de lado para que o foco da narrativa se volte novamente para a América, os conflitos no México, para a Europa e a Guerra, com o leitor no meio desse vai e vem no espaço físico e pessoal. Essa poderia ser uma história sem fim. Faz pouco que ouvi que um texto – livro, reportagem, roteiro – fica pronto apenas quando o prazo de entrega acaba e seu autor é obrigado a entregá-lo, no limite de sua publicação, não dando espaço para nenhuma outra mudança. Tenho a impressão de que esse poderia ser o caso de Thomas Pynchon. Quando chegou a hora de entregar o manuscrito – ou se cansou de tudo –, simplesmente colocou o ponto final nas mais de mil páginas de seu romance, encerrando abruptamente as diversas tramas que compõem o livro. Pelos hábitos do autor, o recluso de Nova York que ninguém vê, não me surpreenderia dele ter agido exatamente dessa forma. A leitura de Contra o dia pode ser considerada um jogo. Um game que exige atenção e dedicação exclusiva para que se encontre todas as referências e perceba os pequenos detalhes do livro. O que Pynchon faz não parece ter um sentido real. É como se ele houvesse pensado parte da trama, criado as personagens, e aí desenvolvido suas histórias com aquilo que lhe dava na telha, testando até onde elas se sustentam. E o que move a sua leitura? Ora, a simples curiosidade de saber como o autor resolve os problemas que coloca. Se quiserem uma dica sobre Contra o dia, direi para ler o livro sem medo, sem se preocupar em decifrar todas as referências, até porque isso exigiria muito tempo e pesquisa para encontrar tudo o que há de real dentro da ficção. Conhecê-las enriquece a leitura (ou quem sabe uma releitura mais para frente), mas uma coisa ou outra passar em branco não tira em nenhum aspecto o brilho da obra

    35 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.7 / 39
    • 5 estrelas72%
    • 4 estrelas23%
    • 3 estrelas3%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Thomas Ruggles Pynchon, Jr. profile picture

    Thomas Ruggles Pynchon, Jr.

    Escritor norte-americano, tido como dos mais originais de seu tempo. Famoso por criar livros longos e complexos - às vezes com centenas de personagens e dezenas de histórias paralelas -, ele é um dos principais expoentes do romance pós-moderno, juntamente com William Gaddis, John Barth, Donald Barthelme, Don Delillo e Paul Auster. Ganhador do National Book Awards, seu nome é constantemente citado como concorrente ao Nobel de Literatura. Em 1988, foi premiado pela Fundação MacArthur. O crítico literário Harold Bloom nomeou Pynchon um dos quatro romancistas anglófonos "canonizáveis" de seu tempo - ao lado de Don DeLillo, Philip Roth e Cormac McCarthy. Sua ficção abrange diversos campos, como física, matemática, química, filosofia, parapsicologia, história, mitologia, ocultismo, música pop, quadrinhos, cinema, drogas e psicologia, unindo-os de maneira picaresca, humorística, absurda, poética e sombria. A preocupação central da obra de Pynchon é explorar a acumulação e a inter-relação entre estes diferentes conhecimentos, que resultariam em uma realidade entrópica tangível apenas pela paranóia. Ele também é conhecido pela reclusão em que vive, o que gerou diversos rumores sobre sua real identidade. Nunca concedeu entrevistas e as únicas fotos conhecidas dele datam de sua juventude.

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    106 Seguidores
    Nova Iorque, EUA

    Thomas Ruggles Pynchon, Jr.