Death is impossible and living is impossibly hard for 17-year-old Araby Worth in this sexy, post-Apocalyptic reimagining of Poe's gothic horror story of the same name. It's 1870 and a deadly virus has decimated the population of North America. Masked corpse-collectors roam the streets, removing the bodies before the contagion can spread. Though Araby tries to escape it all with drugs and parties, even at her most intoxicated she can't forget her brother's death - or her guilt for causing it. But things begin to change when William, the fascinating proprietor of The Debauchery Club where she searches for oblivion, and Elliott, nephew of the insane dictator, enter her life. One wants her heart, and the other her name. Convinced that he has won over his uncle's army, Elliott believes that having Araby on his arm will charm the populace into supporting a new government. After all, her father is the inventor of the mask which prevents the spread of the plague and saved civilisation - for those who can afford it...but Araby's greatest interest is that his plans will make protective masks available to all citizens and, in particular, to Will's young siblings, whom she has come to love despite herself. But nothing is what it seems. A new contagion called the Red Death is sweeping the city and a shocking revelation about the origin of the new virus puts Araby's life in danger. The mob wants her. The rebels want her. And both boys want her. In this superb two-book series, what and who Araby chooses may just decide the fate of humanity...
The Masque of the Red Death -
Bethany Griffin
Baseado no conto homônimo de Edgar Allan Poe
Me deparei com este livro por acaso, ao assistir a mais um dos ótimos vídeos do The Book Chronicles, canal literário que acompanho. Já não era a primeira vez que a blogueira citava alguma obra pela qual me interessara, portanto, lá fui eu adicionar mais um item na minha lista interminável de “livros desejados”. Mas, antes de iniciar a leitura da obra de Giffin, sugiro ler primeiro o conto A Máscara da Morte Vermelha, do Edgar Allan Poe. Não que o livro não se sustente sozinho, mas dessa forma é possível ter uma visão detalhada do processo de “adaptação” que a autora realizou em cima do original (além disso, o conto é muito é muito bom!). Assim como no texto original, o livro se passa em um mundo assolado por uma praga mortal – dos primeiros sintomas até a morte não se passam mais do que algumas horas. As pessoas vivem com medo e o dinheiro se torna um fator determinante nas chances de sobrevivência de cada um, afinal, os ricos, além de viverem longe das ruas e dos focos de contaminação, são os únicos que conseguem ter acesso a máscaras de porcelana – as mais ideias para a proteção do vírus. No “comando” do caos encontra-se o Príncipe Próspero, um déspota que preferiu se isolar em seu castelo e abandonar a população para salvar a própria pele. Apesar de não tornar o seu comando menos totalitário, a sua ausência acaba dando espaço para o surgimento de correntes rebeldes, que estão dispostas a conquistar a cidade a todo o custo, em uma tentativa desesperada de interromper as infecções e deter o poder. Em meio a esse cenário avassalador temos Araby, uma menina que, apesar de fazer parte da fatia mais abastada da população sabe muito bem o que é viver com medo da contaminação. Com a companhia de sua amiga nobre, April, a moça frequenta clubes à noite que oferecem drogas capazes de suprimir o sofrimento (pelo menos por algumas horas) e gerar êxtase em quem as utiliza. Porém, aos poucos a personagem vai percebendo que ela não pode fugir completamente da realidade – o caos, o sofrimento e o passado sempre voltam para assombrá-la. A escrita de Griffin é frenética! A tensão está presente em cada linha, em cada palavra... Somos praticamente sugados para as suas páginas, ao ponto de sentirmos o frio, o medo e a ansiedade que dominam os personagens. O cenário é tão bem construído que conseguimos enxergar casa detalhe, o que só adiciona uma dose ainda mais realista à narrativa. Os personagens também são muito bem trabalhados. Não há uma pessoa que não tenha um passado, uma história, um segredo – o que torna o desenrolar dos fatos tão imprevisíveis que, durante uma boa parte do tempo, fica até difícil definir quem é o mocinho e quem é o vilão... Se é que há mesmo um! Ninguém é o que parece e todos apresentam dentro de si “os dois lados da moeda”. Com um enredo repleto de reviravoltas, discussões políticas (sutis ou não) e um (?) romance de tirar o fôlego, Masque of the Red Death é aquele livro que te fisga logo no começo e que é impossível de ser largado até o final da leitura. Sem dúvida, uma obra contagiante (literalmente)! Só uma dica: não recomendo comer durante a leitura... A não ser que você tenha um estômago realmente forte (acreditem, eu fiz o teste – e falhei). Difícil vai ter que esperar até o ano que vem para o lançamento de Dance of the Red Death, a continuação! Por enquanto não há previsão de lançamento no Brasil). Reviwe publicada no blog Café com Blá Blá Blá: http://www.cafecomblablabla.com.br/2012/06/17/entre-paginas-masque-of-the-red-death/ Reproduzir este conteúdo sem a devida autorização é CRIME!
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