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    História da sexualidade, vol. 1 - A vontade de saber

    Michel Foucault

    Graal
    2009
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788570380784
    Português Brasileiro
    4.3
    1151 avaliações
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    Favoritos81Desejados2991Avaliaram1151

    A sexualidade tem sido bruscamente censurada, reprimida pela sociedade, depois de ter vivido em liberdade de palavras e atos? Segundo Foucault, a sociedade capitalista não obrigou o sexo a esconder-se. Ao contrário, desde o século XVI e principalmente a partir do último século, o sexo foi incitado a se confessar, a se manifestar. É justamente o poder que convida a enunciar nossa sexualidade por meio das diversas instituições e saberes, como peça essencial de uma estratégia de controle do indivíduo e da população, que é característica da sociedade moderna.

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    Carina de Luca picture
    Carina de Luca10/09/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O poder do sexo, o sexo do poder

    O livro é desconcertante, provocativo - não por falar de sexo, mas por mostrar o quanto estamos inseridos (há séculos) em uma sociedade que vincula sexo com poder. Foucault rompe paradigmas ao negar a ideia corrente de que por muito tempo a sexualidade foi reprimida. Ao contrário, diz o autor. Desde o século XVII, há um movimento constante e crescente que pede que nosso sexo seja exposto, julgado, avaliado, medido, controlado. Desde as confissões detalhadas aos inquisidores até às mais obscenas confissões no divã - há muito tempo que nos pedem o relato de nossa sexualidade. Não é de se estranhar, portanto, que hoje estejamos vivenciando uma sociedade tão erotizada. Outro pensamento interessante do filosófo são suas ideias acerca do que representa, de fato, a psicanálise e todo o aparato médico que visa legalizar nossos corpos, separando o que é normal do que é histeria, incesto, loucura. Foucault não é um escritor difícil; bem como em algumas canções infantis enumerativas (o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar), o autor brinca com a linguagem retomando a todo momento os argumentos já expostos acrescidos de mais um. Entretanto, ainda assim não sei se compreendi a parte final da obra - ainda que o filosófo dê uma ajuda com o uso que faz da língua, seus pensamentos são complexos, difíceis de assimilar. Entretanto, são igualmente recompensadores.

    32 curtidas

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    • 5 estrelas46%
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    • 2 estrelas3%
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    Michel Foucault profile picture

    Michel Foucault

    Michel Foucault foi um filósofo francês. Estudou filosofia e psicologia na École Normale Supérieure de Paris. Suas obras são contraponto à certeza inabalável de marxistas e freudianos radicais a partir de 1960. Foi um pensador de academia. Na década de 60 foi chefe do departamento de filosofia da Universidade de Clermont-Ferrand. O ápice de sua carreira acadêmica foi o cargo de Professor de História e Sistemas de Pensamento no College de France. A partir daí, e também devido a suas conferências em vários países, sua reputação e influência se espalhou pelo mundo. As maiores fontes do pensamento de Foucault foram as filosofias de Nietzsche e Heidegger. Assim, tanto a fenomenologia existencialista quanto a natureza do poder foram preocupações freqüentes do francês. Os críticos reconhecem três fases na filosofia de Foucault. A primeira é a de História da loucura (1960), em que os temas da criatividade, exclusão e repressão são centrais. Da segunda fase é As palavras e as coisas (1966), um de seus livros mais importantes. Vigiar e punir (1970) seria o último estágio de seu pensamento, em que tratou dos modos físicos e psicológicos de controle e exercício do poder.

    98 Livros
    622 Seguidores

    Michel Foucault