Esse é um livro feito para pais e líderes de crianças, adolescentes e jovens. Entretanto, resolvi comprar porque trata sobre ocultismo, que é um tema que gosto de pesquisar. Confesso que muita coisa foi surpreendente e além do que eu imaginava. Além disso, mesmo o livro sendo de mais de dez anos atrás, permanece mais atual do que nunca.
Como prometido, a autora analisa como a cultura pagã está invadindo o entretenimento infanto-juvenil. O que mais me chocou foram os relatos de práticas ocultistas feitas em igrejas, tanto católicas, quanto protestantes e evangélicas. E o pior é que não era nada sutil: mas seções de danças “sagradas”, adoração à “mãe terra”, técnicas para deixar inconsciente, e coisas semelhantes e essas. Confesso que foi chocante ler esses tipos de relatos acontecendo em igrejas cristãs.
Foi surpreendente também a explicação do porquê de coisas aparentemente sem ligações, tais como o feminismo, a promoção ao estilo de vida homossexual, a popularização dos métodos contraceptivos e abortivos, entre outros têm tudo a ver com a promoção de uma cultura pagã na nossa geração.
É bem interessante a distinção que a autora faz entre a ficção e a fantasia (as antigas feitas quase todas por cristãos) e a literatura ocultista infanto-juvenil. Na ficção saudável, existe um mundo fantástico, mas os limites entre o bem e o mal são definidos e a magia é sempre mostrada como algo negativo. Já na ficção ocultista, não há um limite claro entre o bem e o mal, e a magia é mostrada como algo bom ou neutro, ou usada para conquistas pessoais. A ficção até pode (e deve) mostrar que existe um mundo além do material e do natural, mas não pode confundir o mal com o bem como têm sido propositalmente feito.
Uma última consideração é a explicação que a autora dá em relação ao código de moralidade pagão. Ela explica que mesmo eles dizendo que têm uma moral, ela é subjetiva porque é operada de acordo com os próprios interesses e em alcançar os objetivos pessoais. Diferentemente do cristianismo que possuí uma moral clara e objetiva, derivada do caráter revelado de Deus nas escrituras.