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    Nunca Houve um Homem Como Heleno -

    Marcos Eduardo Neves

    Zahar
    2012
    344 páginas
    11h 28m
    ISBN-13: 9788537808023
    Português Brasileiro
    4.3
    111 avaliações
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    Favoritos8Desejados125Avaliaram111

    Foram 39 anos de vida, 305 jogos como profissional e 251 gols. Heleno de Freitas era um turbilhão dentro dos campos – o grande ídolo do Botafogo na era pré-Garrincha, tendo jogado também pelo Fluminense, Vasco da Gama, Boca Juniors e pela Seleção Brasileira. Fora do gramado era um sedutor irresistível. De um amigo tricolor do Clube dos Cafajestes ganhou o apelido Gilda, que remetia à personagem de Rita Hayworth no filme homônimo de Charles Vidor: linda, glamourosa e temperamental. Atributos que se encaixavam perfeitamente em Heleno. O jogador teve uma vida intensa. Ídolo nos gramados e frequentador da alta sociedade carioca, era boêmio, perfeccionista, impulsivo e viciado em lança-perfume e éter. No fim da vida, sofrendo de sífilis e consumido pela doença, foi internado em um hospital psiquiátrico em Barbacena, Minas Gerais. Morreu, em 1959, em um sanatório, considerado louco. Nunca houve um homem como Heleno é a fascinante história de um craque-problema do futebol nacional.

    Resenhas (14)Ver mais
    Otávio Palmeira picture
    Otávio Palmeira17/07/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “Se nunca houve uma mulher como Gilda, como pregava o slogan publicitário do filme, jamais surgira, nem voltaria a aparecer, nos estádios de futebol, jogador tão carismático como Heleno de Freitas.” O que é a loucura? Onde reside a linha que divide a intensidade da forma de viver da loucura? Amar, se apaixonar, odiar, se enfurecer, se alegrar, dar carinho e cuidado e ser agressivo. Heleno de Freitas talvez fosse um exemplo raro de uma vida que foi vivida sobre a linha divisória da sanidade e da loucura e faz disso uma marca na história. Independente do que você pensa sobre futebol, é impossível negar a importância dele na cultura e na história do Brasil. Grandes histórias e personalidades do país vieram do esporte que nasceu na Inglaterra, mas encontrou aqui terreno fértil para crescer e mudar o tecido social. Meu conhecimento sobre Heleno veio desde cedo. Como botafoguense (entregue à uma paixão sem reciprocidade desde cedo), filho e neto de botafoguenses, cresci ouvindo meu pai falar sobre Garrincha e Nilton Santos, mas me lembrando que meu avô gostava mesmo era de Heleno de Freitas. Mineiro de São João Nepomuceno, Heleno é considerado por muitos a primeira grande celebridade do futebol brasileiro. Muito bonito, vindo de uma família tradicional mineira, extremamente culto e bem educado, bacharel em direito e frequentador assíduo dos principais eventos sociais da cidade do Rio nos anos 40, Heleno era quase uma entidade, uma aparição. Um craque nos campos, um cavalheiro e conquistador inveterado fora deles, em ambos uma mistura de calmaria e tempestade, respeito e violência. Marcos Eduardo Neves, jornalista de grande talento, narra de forma incrível a saga dessa figura memorável do futebol, sempre contextualizando os cenários sociais e históricos da época, mostrando não só o homem, mas o meio que o cercava, sempre com fidelidade e embasamento histórico e respeito a um ídolo eterno que padeceu da loucura proveniente da sífilis, mas deixou marcas no esporte que hoje move a paixão de muitos, todos os dias. Paixão e loucura sobre uma linha tênue.

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    Marcos Eduardo Neves

    Jornalista,biógrafo e escritor com passagens por veículos de comunicação como Jornal do Brasil, Jornal dos Sports, Lance!, Placar, Trip, Lola e Tam nas Nuvens e autor de vários livros biográficos de jogadores de futebol como Nunca Houve um Homem como Heleno,Anjo ou Demônio – A polêmica trajetória de Renato Gaúcho,Alex – A Biografia entre outros

    8 Livros
    0 Seguidor
    Rio de Janeiro, Brasil

    Marcos Eduardo Neves