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    Segunda parte del ingenioso caballero don Quijote de La Mancha - dirigido a don Pedro Fernández de Castro, conde de Lemos

    Miguel de Cervantes

    Juan de la Cuesta
    1615
    586 páginas
    19h 32m
    ISBN-1: 0
    Espanhol
    4.1
    354 avaliações
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    Publicada en 1615, una década después del primer libro y menos de un año antes de la muerte de M.de Cervantes, esta segunda parte de Don Quijote, mucho más que una simple continuación de la primera, representa el ahondamiento y la realización plena de la obra máxima del escritor español. Si el primer libro inmortalizó las locuras del caballero y las gracias de su fiel escudero, este segundo volumen elevó la obra a un nível pocas veces alcanzado en los cuatro siglos transcurridos desde su creación. Subvirtiendo aspectos fundamentales de la creación artística con una libertad y capacidad de invención acojonantes, M.de Cervantes produjo un marco que redefiniera toda la literatura occidental posterior, influenciando escritores como Laurence Sterne, Gustave Flaubert, Franz Kafka, James Joyce, William Faulkner, Joaquim Machado, entre otros. El original presentado por M.de Cervantes al Consejo Real seguramente no fue, desde luego, un manuscrito autógrafo, sino una copia en limpio realizada por un amanuense profesional particularmente atento a la claridad de la escritura y la regularidad de las páginas. Tal era el proceder seguido en la inmensa mayoría de los casos (si no se trataba de una reimpresión), tanto para hacer más cómoda la lectura a censores y tipógrafos como en especial para que la imprenta —donde los libros no se componían siguiendo el orden lineal del texto, porque no lo permitía la escasez de tipos— pudiera calcular fácilmente qué partes de un manuscrito en prosa equivalían a cada una de las planas discontinuas del impreso contenidas en una forma, es decir, en una cara del pliego.http://quijote.bne.es/libro.html?pagina=2-002

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    Juru Montalvao21/03/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Cervantes: a estrela de mundos gigantes!

    Dom Quixote me achou num sebo, durante uma viagem. Morou na minha estante por anos e, após começos e abandonos, combinamos: ou lia ou desapegava! O idioma das 1026 páginas da edição comemorativa do jornal argentino Clarín ajudou. Tenho lido nada em español, então conversar com Miguelito Cervantes no seu castellano lá de 1600 pareceu boa ideia! 😌 Pra quem quer tentar ler no original, a estrada não é bem um tapete... tem buraquinhos, mas nada que Google ou RAE não resolvam. Nessa primeira leitura, o que mais me conectou foi Cervantes e seu quarteto fantástico: Quixote, Rocinante, Sancho e seu burrinho. Aliás, fiquei pensando se o "Burro" de Shrek não foi inspirado no de Sancho... 🤔 Como eu ri com esses 5! Às vezes, basta a lembrança, pois o momento "vômito trocado não dói" sempre me faz rir do nada! E Cervantes tibungando no livro é divertido também!🤭 Mas a tela em que ele traça o riso é historicamente triste e mostra um mundo onde educação (a simples alfabetização mesmo) é exceção, a pobreza é regra, o habitual é violência, escravidão, a mulher é decoração (Alô, Dulcinéia?), xenofobia é o 11° mandamento e por aí vai... É uma selfie do chamado século de ouro da construção da identidade espanhola. Período ali pelos anos 1500 a 1600, que, como dizem, "abrió Colón [Cristóvão Colombo] y cerró Cervantes". Nada soa estranho porque nessa foto a gente vê algo familiar que parece imutável. Um lugar onde as realidades humanas apenas surgem uma após outra: o terreno fértil da injustiça. É lá onde Quixotes nascem, ou melhor, despertam pra ser a mudança que sabem andar faltando no mundo. Nosso lema é: "Vêm ni mim plot twists da vida, eu os chamarei aventuras!💪" (tradução livre minha 😂) Desperta é como eu prefiro, mas entendo o ângulo de que talvez não seja Quixote quem desperta e sim Quijano quem dorme. Essa via da saúde mental também é tocante. E talvez foi o que brilhou nos olhos do autor, pois parece que a inspiração pra escrever a obra veio no tempo em que esteve preso. Presídios e hospitais psiquiátricos (que na época de Cervantes talvez compartilhassem o mesmo espaço) não são onde a humanidade despe seus filtros? Muitas reflexões (é um livro gigante!), algumas curiosidades: - Cervantes e Shakespeare partiram na mesma primavera de 1616 (há controvérsias se as datas foram próximas). O fato é que na mesma época, ingleses e espanhóis despediram-se de seus grandes. - Essa aqui faria Sancho explodir de felicidade: em 2014, o sistema planetário da estrela Mu Arae (HD160691) foi nomeado em homenagem a Cervantes e sua obra. No YouTube, o canal brasileiro "Viagens pelo Universo" fez um vídeo maravilhoso sobre isso (https://youtu.be/1Gx52wkrjRM). O que é uma ilha pra quem nasceu pra planeta, né não Sancho?!😌😁👏

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    Miguel de Cervantes Saavedra

    Romancista, dramaturgo e poeta espanhol. Autor do clássico <i>Dom Quixote</i>, considerado o primeiro romance moderno, seu trabalho esta entre os mais importantes em toda a literatura ocidental e possui influência incontornável para a língua espanhola.

    62 Livros
    441 Seguidores
    Madrid, Espanha

    Miguel de Cervantes Saavedra