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    Livro do Cesário Verde -

    Cesário Verde

    Minerva
    1977
    190 páginas
    6h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.7
    137 avaliações
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    Maria Carolina19/04/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Versos que marcam

    Para mim é inprescindível que um poeta saiba os dois lados da moeda. Mostrar o belo, o amor, as coisas boas e por outro lado não agir com indiferença sobre o mundo. Saber denunciar as injuntiças e expor a sociedade da maneira como ela é, sem maquiar nada, tudo isso Cesário Verde faz. Encontramos num mesmo poema um verso sobre como esse mundo está, como as pessoas vivem numa miséria e muitos nem se importam, noutro, vê-se a exaltação (ou não) da mulher bela. O amor, tratado de forma tão pura associado à natureza, até dá vontade de ter um amor assim. (kkk) Teve uma vida tão breve, mas continua vivo (como pode?) a cada vez que uma leitura sobre seus poemas nos levam à reflexão. E assim percebemos que certas coisas não mudam. Certos problemas na humanidade, certos modos de viver, certos sentimentos... O mundo continuará tão belo e tão rústico quanto foi na época em que Cesário escreveu seus doces poemas.

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    José Joaquim Cesário Verde profile picture

    José Joaquim Cesário Verde

    Filho do lavrador e comerciante José Anastácio Verde e de sua mulher Maria da Piedade David dos Santos, aos 18 anos de idade Cesário matriculou-se no Curso Superior de Letras, mas apenas o frequentou alguns meses. Ali conheceu Silva Pinto, que ficou seu amigo para o resto da vida. Dividia-se entre a produção de poesias publicadas em jornais, destacando-se o semanário Branco e Negro [1] (1896-1898) e as revistas O Occidente [2] (1878-1915), Renascença [3] (1878-1879?) e no periódico no periódico O Azeitonense [4] (1919-1920), e as actividades de comerciante herdadas do pai. Em 1877 começou a ter sintomas de tuberculose, doença que já lhe tirara o irmão e a irmã. Estas mortes inspiraram contudo um de seus principais poemas, Nós (1884). Tenta curar-se da tuberculose mas, sem sucesso, vem a falecer no dia 19 de Julho de 1886. No ano seguinte Silva Pinto organiza O Livro de Cesário Verde, compilação das suas poesias publicada em 1901. Em 1933 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o poeta dando o seu nome a uma rua na Penha de França.[5] No seu estilo delicado, Cesário empregou técnicas impressionistas, com extrema sensibilidade ao retratar a Cidade e o Campo, que são os seus cenários predilectos. Evitou o lirismo tradicional, expressando-se de uma forma mais natural.

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    José Joaquim Cesário Verde