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    La aventura de Miguel Littín clandestino en Chile -

    Gabriel García Márquez

    Debolsillo
    2008
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-10: 9871138296
    Espanhol
    4.2
    33 avaliações
    Leram50Lendo1Querem25Relendo0Abandonos2Resenhas4
    Favoritos4Desejados25Avaliaram33

    A principios de 1985, el director de cine chileno Miguel Littín- sobre quien pesaba prohibición absoluta de volver a sua tierra- entró clandestinamente en Chile. Durante seis semanas filmó más de siete mil metros de película sobre la realidad de su país después de doce años de dictadura militar. Para ello afrontó situaciones de extremo riesgo y tuvo que servirse de disfraces y tretas para manternerse de incógnito. El resultado de su peripecia fue una película de cuatro horas para la televisión y de dos horas para el cine. Con el testimonio directo del protagonista, el premio Nobel colombiano escribió este libro en el más puro estilo del reportaje periodístico.

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    Tiago Vinhoza picture
    Tiago Vinhoza13/11/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um livro que poderia ser um filme

    Um livro que relata uma história real. Em 1985, o cineasta chileno Miguel Littín. exilado pela ditadura chilena desde 1973 e parte de uma lista de pessoas banidas de entrar no país, viaja de forma clandestina ao Chile para filmar um documentário a respeito da vida no país sob a ditadura do general Augusto Pinochet. Quando regressou a Europa, Littín deu uma longa entrevista a Gabriel García Márquez e este condensou quase 18 horas de conversas ao longo de 1 semana neste pequeno livro de menos de 200 páginas com um relato em primeira pessoa a respeito desta epopéia sob o ponto de vista de Littín. O documentário ficou pronto em 1986 e se chama Acta general de Chile. A leitura flui muito bem. Miguel Littín conta detalhes a respeito da sua transformação em um homem de negócios uruguaio e de como combinou com equipes de filmagens estrangeiras (da Holanda, Itália e França para filmarem em diferentes localidades) do Chile e sob diferentes pretextos oficiais (por exemplo, os italianos foram filmar o Palácio de La Moneda sob o pretexto de estarem produzindo um documentário sobre prédios inspirados na arquitetura italiana). Como também é preciso passar por uma grande rede clandestina de contactos, o relato tem uma 'vibe' de novela de espionagem e há vários momentos onde dá para sentir o temor de todos serem desmascarados e presos. Littín dá um panorama de como era o Chile em 1985. Fica claríssima a sua desaprovação dos rumos tomados pelo país durante a gestão Pinochet, principalmente no que diz respeito a economia. O cineasta visitou a cidade de Concepcíon, um dos berços do movimento de esquerda que levou Salvador Allende ao poder em 1970 e também visitou mineiros de carvão na pequena cidade de Lota, que fazem quase que um culto a personalidade do ex-presidente. Ao longo da narrativa, há várias recordações pessoais de Littín como, por exemplo, o próprio dia 11 de Setembro de 1973 e de como escapou de ser capturado (e possivelmente morto) neste dia. Também temos relatos de eventos importantes na ditadura como o caso dos degolados e o caso de Sebastián Acevedo que se incendiou em frente a catedral de Concepcíon em protesto contra a tortura dos seus filhos. Há pequenos momentos bem humorados como a tentativa de Littín fazer a barba que quase o entrega como um chileno de uma geração mais antiga ao usar 'rasurar' no lugar de 'afeitar' ao pedir para fazer a barba. Há momentos de grande apreensão, especialmente quando um policial/carabinero aborda Littín ou as equipes de filmagens. É uma leitura rápida e tem um nível de ação que até daria para fazer um "filme a respeito da história da produção do filme".

    2 curtidas

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    4.2 / 33
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    • 4 estrelas55%
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    • 2 estrelas6%
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    Gabriel García Márquez profile picture

    Gabriel García Márquez

    Gabriel García Márquez, também conhecido por Gabo, nasceu em 6 de março de 1928, na cidade de Aracataca, Colômbia, filho de Gabriel Eligio García e de Luisa Santiaga Márquez, que tiveram ao todo onze filhos. Logo depois que García Márquez nasceu, seu pai se tornou um farmacêutico. Em janeiro de 1929, seus pais se mudaram para Barranquilla, enquanto García Marquez permaneceu em Aracataca. Foi criado por seus avós maternos, Doña Tranquilina Iguarán e o coronel Nicolás Ricardo Márquez Mejía. Quando ele tinha oito anos, seu avô morreu, e ele se mudou para a casa de seus pais em Barranquilla, onde seu pai era proprietário de uma farmácia. Seu avô materno Nicolás Márquez, que era um veterano da Guerra dos Mil Dias, cujas histórias encantavam o menino, e sua avó materna Tranquilina Iguarán, exerceram forte influência nas histórias do autor. Um exemplo são os personagens de Cem Anos de Solidão. Gabriel estudou em Barranquilla e no Liceu Nacional de Zipaquirá. Passou a juventude ouvindo contos das Mil e Uma Noites; sua adolescência foi marcada por livros, em especial A Metamorfose, de Franz Kafka. Ao ler a primeira frase do livro, "Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso", pensou "então eu posso fazer isso com as personagens? Criar situações impossíveis?". Em 1947 muda-se para Bogotá para estudar direito e ciências políticas na universidade nacional da Colômbia, mas abandonou antes da graduação. Em 1948 vai para Cartagena das Índias, Colômbia, e começa seu trabalho como jornalista.

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    Gabriel García Márquez