São Tomás de Aquino e São Francisco de Assis -

    G. K. Chesterton

    Madras
    2012
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788537007488
    Português Brasileiro

    São Tomás de Aquino era chamado carinhosamente de “Doutor An¬gélico” e de “Príncipe da Escolástica”. Ele foi canonizado em 1323 e proclamado doutor da Igreja Católica em 1567. Para ele, nada está na inteligência que não tenha estado antes nos sentidos. Tornou-se famoso por tratar das relações entre a ciência e a fé, a filosofia e a teologia, e acreditava que à filosofia, procedendo de acordo com a razão, cabe demonstrar a existência e a natureza de Deus. Era intensamente influenciado por Aristóteles; ele dizia que, para o homem, o bem supremo é a felicidade, a qual não consiste em riqueza, honrarias, poder, ou algum bem criado, e sim na contemplação do abso¬luto, ou visão da essência divina, realizável somente na outra vida, e com a graça de Deus, porque transcende as forças humanas. São Francisco de Assis, também chamado “o santo de Assis”, foi um frade católico da Itália. Era filho de comerciantes e viveu uma juventude irrequieta e mundana. Nessa fase, voltou-se para uma vida religiosa de completa pobreza, fundando a ordem dos Frades Menores, conhecidos mundialmente como franciscanos e que renovaram o catolicismo de seu tempo. Com a mudança no estilo de vida, Francisco começou a visitar e servir aos enfermos nos hospitais. Algumas vezes presenteava os pobres com suas vestimentas ou com o dinheiro que levava consigo. Foi canonizado pela Igreja em 1228. Por sua veneração à natureza, é mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais. É dele uma das mais belas orações, até hoje rezada por pessoas do mundo todo.

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    Marcos Junior22/04/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Dois santos aparentemente incompatíveis reunidos

    No início de São Tomás de Aquino apresenta a chave para entender o inusitado paralelo que faz com um santo conhecido pela sua mansidão e relação com a natureza e com um santo conhecido pelo rigor filosófico que, como diz, converteu Aristóteles ao cristianismo. É possível fazer de qualquer homem um santo. Ambos lutaram contra o mesmo mal, um pelo lado da simplicidade, outro pelo lado da sutileza. Ambos lutaram contra um espiritualismo excessivo de origem oriental que fizeram com que o homem se afastasse do mundo gerando uma perigosa divisão. São Francisco de Assis, o primeiro livro, trata da vida do santo mais popular e famoso do cristianismo, normalmente visto quase como uma figura estranha à própria Igreja, mas que como Chesterton mostra, era a própria essência da Igreja de Cristo à medida que foi a maior imitação de Cristo que já tivemos na Terra. São Francisco foi essencial para que o homem superasse a possível recaída no paganismo que o tentava com a influência das heresias do oriente, fazendo que livrassem dos últimos vestígios do culto à natureza para aceitá-la como irmã. Mas é com São Tomás de Aquino que Chesterton se supera e escreve uma de suas mais inspiradas obras e nos dá a chave para compreender não só o porque São Tomás retomou Aristóteles mas porque essa retomada salvou a Igreja do perigo dos excessos dos Agostinianos, que caminhavam para uma espécie de vida espiritual pura que retomava o maniqueísmo. São Tomás reconciliou o cristianismo com o mundo real ao mostrar que essa estória não era nova, mas já havia sido exposta por Aristóteles. Ele não tornou o cristianismo aristotélico, ele converteu Aristóteles ao cristianismo ao mostrar que o sábio grego já havia descrito a realidade de um mundo criado por Deus.

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