Agnes Grey -

    Anne Brontë

    Oxford University Press
    2010
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-10: 0199296987

    Anne Brontë's first novel, Agnes Grey, combines an astute dissection of middle-class social behavior and class attitudes with a wonderful study of Victorian responses to young children which has parallels with debates about education that continue to this day. In writing the novel, Brontë drew on her own experiences, and one can trace in the work many of the trials of the Victorian governess, often stranded far from home, and treated with little respect by her employers, yet expected to control and educate her young charges. Agnes Grey looks at childhood from nursery to adolescence, and it also charts the frustrations of romantic love, as Agnes starts to nurse warmer feelings towards the local curate, Mr. Weston. Sally Shuttleworth's fascinating introduction considers the book's fictional and narrative qualities, its relationship with Victorian child-rearing and the responsibilities of parents, and the changing attitudes to the book influenced by modern concerns for children's rights. The new edition includes a revised and updated bibliography as well as revised notes drawing on the latest critical material

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    Carol albano02/09/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Agnes Grey: romance de formação da era Vitoriana

    Narrativa envolvente com desventuras em séries que despertam nossa curiosidade para um desenrolar positivo dos fatos. Possui a presença de protagonistas que buscam autonomia por si mesmas. A personagem principal Agnes Grey não pertence à uma família aristocrata, porém busca prover pelos próprios meios uma melhora da sua condição de vida como preceptora, mas não quer dizer que será uma tarefa fácil, surgiram muitas adversidades principalmente com as crianças mimadas e sem limites. As relações amorosas são abordadas em contrapontos com o intuito de se trazer ensinamentos e lições aos leitores, com uma conduta moral ética e outra conduta moral contraditória. Ambientado no início da era da revolução industrial, as mulheres (não aristocratas) perderam ocupações laborais para os homens e se ocupavam principalmente como preceptora que são cargos similares a de uma governanta. A figura de Agnes Grey uma burguesa, segundo a biografia das irmãs Bronte, tem muitas semelhanças com a própria Anne Bronte, sugerindo então uma autobiografia, uma vez que ambas foram filhas de pobres clérigos, não tinham grandes fortunas familiares e precisaram trabalhar para auxiliar na renda pessoal e familiar. A narrativa tem forte apelo religioso com a mensagem da crença da salvação universal pautada no amor à Deus e não no medo do inferno. Ainda, há uma exposição das figuras religiosas que nem sempre são figuras bondosas, imaculadas e podem ter traços de crueldade, principalmente quando a narrativa da autora faz um comparativo de crueldade relacionada à maus tratos com os animais. Não se enquadra em um livro feminista, porém apresenta críticas sociais as quais podemos ler como feministas principalmente com a protagonista, e o contexto de enfraquecimento da figura paterna de Agnes e fortalecimento da figura materna e seu ótimo de empreendedorismo bem-sucedido quando ela assume papel de viúva. A narrativa não se delonga na descrição minuciosa dos personagens, mas tem vasta descrição dos ambientes naturais, das cenas de dias de chuva, passeios de carruagem, campos de lama e críticas sociais tangentes ao grande acúmulo de posses não se traduzir em grande nível de educação dos aristocratas que tratam a classe de empregados, camponeses e burgueses com inferioridade, crueldade, desprezo e desleixo.

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