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    Malditos paulistas - (1980)

    Marcos Rey

    Global Editora
    2012
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788526016880
    Português Brasileiro
    3.8
    127 avaliações
    Leram245Lendo3Querem73Relendo0Abandonos1Resenhas14
    Favoritos0Desejados73Avaliaram127

    Malditos paulistas, como grande parte da obra de Marcos Rey, se desenrola em São Paulo, cidade que ele amava e da qual conhecia ate os alçapões e buracos dos ratos. Sobretudo, dos ratos humanos, aqueles que fazem da malandragem e da esperteza - no sentido brasileiro e malicioso da palavra - um meio de sobrevivência e, por vezes, de enriquecimento. A diferença do romance em relação aos demais e que o herói deste livro (se e que existem heróis na obra de Marcos Rey) e um carioca perdido na Pauliceia, onde fora tentar a vida depois de inúmeros fracassos. E ele quem narra suas aventuras, venturas e desventuras paulistanas. Com seu habitual cinismo e humor corrosivo, Marcos Rey mistura em doses precisas o picaresco e o policial para embalar o leitor numa historia repleta de peripécias e de suspense, mas que não deixa de ser também um romance de costumes, um corte transversal nos diversos segmentos sociais da capital paulista. Empregado como motorista na casa do milionário Paleardi, Raul, o Carioca, descobre na garagem da casa do patrão um boneco parecido com a Carmen Miranda que, sabe?se lá por qual razão, aguça seu senso de Sherlock. A partir desse fato prosaico, a ação se acelera: o narrador se torna amante da patroa, para logo ser desprezado, e acusado de furto de joias, conhece a prisão, retorna ao emprego, conhece um novo amor, e expulso novamente da mansão, descobre a joia que fora acusado de roubar, recupera o bom nome e desvenda o mistério da fortuna do patrão. Como em toda a sua obra, Marcos Rey expõe aqui a sua desilusão, mas também a sua tolerância, com o ser humano, egoísta e interesseiro, acionado pelos mecanismos do sexo e da ambição, num mundo dissoluto e maldito. Malditos humanos!

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    Clio picture
    Clio18/05/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Se você começou a ler ainda criança, então provavelmente já ouviu falar de Marcos Rey - um dos mais prolíficos escritores de literatura infanto-juvenil do país. Mas, também roteirista e ocasionalmente autor de romances policiais para o público adulto. Malditos Paulistas é uma ode de amor cachorro a cidade de São Paulo e seus habitantes. Todos os personagens são baseados em estereótipos comuns da região na década de 80: o empresário italiano corrupto, o zé-povinho sensual, o carioca preguiçoso e bandido... tudo está lá, numa mistura de admiração e repugnância que só iguala a narrativa feita por Raul, o carioca já mencionado. É um romance policial em que o crime só é cometido após páginas e mais páginas de construção. Nada é por acaso, mas o ligar das pontas é feito de maneira simples e lembra em muito histórias de antigas reportagens. Não é preciso se abalar por isso, a narrativa empregada pelo autor é mais que suficiente para garantir o interesse até o final.

    115 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 127
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
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    Marcos Rey

    Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Donato, (São Paulo, 17 de fevereiro de 1925 — São Paulo, 1 de abril de 1999) foi um escritor e roteirista brasileiro. Marcos foi também redator de programas de televisão, adaptou os clássicos A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo em forma de telenovela e o Sítio do Picapau Amarelo. Marcos usava sua cidade natal, São Paulo, como cenário de várias de suas obras. O autor se dedicou principalmente às obras voltadas ao público juvenil. Escreveu crônicas, contos e se destacou escrevendo romances. Escreveu também várias obras literárias adultas. Durante os anos 1970, foi roteirista de diversos filmes do gênero pornochanchada produzidos na Boca do Lixo, em São Paulo, como As Cangaceiras Eróticas e O Inseto do Amor. No gênero ficção infantil estreou com Não Era Uma Vez, drama de um garoto à procura de sua cadela perdida nas ruas. Foi também tradutor de livros em inglês, em parceria com seu irmão Mário Donato. Na década de 1990 tornou-se colunista da revista Veja, São Paulo. No ano de 1999, após voltar de uma viagem à Europa, Marcos Rey foi internado para uma cirurgia, e não resistindo às complicações, faleceu no dia 1 de abril, aos 74 anos, sem recuperar a consciência. Foi cremado, e um mês depois, sua esposa Palma Bevilacqua Donato sobrevoou com um helicóptero o centro da cidade, espalhando as cinzas do autor sobre São Paulo e realizando assim a reunião eterna de Marcos Rey com a metrópole que foi a grande personagem de toda sua obra.

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    Marcos Rey