Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores217
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Suma Teológica - Volume IV - Volume IV

    Santo Tomás de Aquino, Santo Tomás de Aquino

    Loyola
    2005
    952 páginas
    1d 7h 44m
    ISBN-10: 851502893x
    Português Brasileiro
    4.5
    11 avaliações
    Leram34Lendo4Querem178Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos3Desejados178Avaliaram11

    Os Hábitos e as Virtudes- Os Dons do Espírito Santo- Os Vícios e os Pecados- A Pedagogia Divina pela Lei-A Lei Antiga e a Lei Nova-A Graça. Suma teológica - Volume 4 aprofunda-se na compreensão dos princípios, interiores e exteriores, determinantes das atitudes do homem.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Felipe Correia Pimenta picture
    Felipe Correia Pimenta21/11/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A Suma Teológica é uma obra tão ampla e complexa- e distante do estudante universitário brasileiro-, que ao escrever sobre ela, me vejo com uma pequena missão de despertar os leitores desse site uma abertura de espírito a uma das maiores criações da humanidade. A Suma já foi comparada a uma catedral gótica e foi a base de Dante Alighieri para compor sua Comédia. Esse volume IV, por exemplo, na parte que trata dos vícios e das virtudes, foi o que inspirou Dante para situar os condenados do Inferno e do Purgatório em suas respectivas penas. Essa pequena abertura foi escrita para permitir uma descoberta por parte de quem lê esse texto sobre a importância de São Tomás e de sua moral para a ética do Ocidente. A definição dos valores morais de São Tomás é tirada da Bíblia e da Ética a Nicômaco.Obviamente que quando você ler o texto vai perceber que o Aquinate não faz a moral depender do Eu subjetivo. Há toda uma série de citações dos santos da igreja, especialmente de Santo Agostinho, que ele usa para demonstrar os valores que a igreja católica adotou. Passemos agora a ver como São Tomás entende a virtude. Para ele, a “virtude é um hábito que designa certa perfeição da potência”. Essa definição vem de Aristóteles, em seu livro Do Céu, em que o filósofo grego designa a virtude como “o último grau da potência”. A virtude sendo uma potência que se presta indeterminadamente a muitas coisas, é considerada uma perfeição em relação ao seu ato. Na Física, Aristóteles define a virtude como ” a disposição do que é perfeito para o que é ótimo.” Dessa maneira, São Tomás afirma que o ótimo para qual o homem deve direcionar sua virtude é o próprio Deus, com isso permitindo que sua alma se assemelhe com Ele. O hilemorfismo da filosofia Tomista define o homem como uma união de corpo e alma. A partir disso, São Tomás diz que a virtude é uma potência exclusiva da alma e não do corpo. Mas a virtude só pertence a hábitos apetitivos ou também pertence ao intelecto? Segue o trecho em que São Tomás esclarece essa questão: “Portanto, como os hábitos intelectuais especulativos não aperfeiçoam a parte apetitiva nem lhe dizem respeito, de algum modo, senão só à parte intelectual, é possível chamá-los de virtudes enquanto acionam a faculdade dessa boa ação, que é a consideração da verdade, pois essa é a boa obra do intelecto. Não são, porém, virtudes no segundo sentido, ou seja, enquanto proporcionam o bom uso da potência ou de um hábito. Na verdade, não é por se ter um hábito de uma ciência especulativa que se tende a usá-la, mas se torna apto a contemplar a verdade nas coisas das quais têm conhecimento. Que se use do conhecimento adquirido, isso se dá por moção da vontade. Por isso a virtude que aperfeiçoa a vontade, como a caridade ou justiça, também leva a usar bem desses hábitos especulativos. Assim, pode haver mérito nas ações desses hábitos, se forem feitas com caridade. Daí aquela palavra de São Gregório Magno: “a vida contemplativa tem mais méritos do que a ativa.” Para uma reflexão sobre a virtude intelectual segundo a filosofia Tomista, pode-se tomar como exemplo o que você irá fazer com o conhecimento adquirido quando lê uma verdadeira filosofia, como é o caso da de Aristóteles e de São Tomás. Conhecendo o bem e a verdade, você deverá passar a praticar a virtude como um ato de caridade, pois sem ela seu ato não passará de filantropia. Praticando o bem, seu objetivo é fazer com que sua alma se aproxime ao máximo da bondade divina. Cultivando a virtude do intelecto, você terá como meta contemplar a verdade de Deus e utilizar bem do conhecimento que possui. Com o mesmo espírito de caridade, aquele que possui o conhecimento da verdade deve utilizar-se da caridade e comunicar o que sabe às pessoas de seu círculo de amizade, ou quem mais estiver ao seu alcance. A vida contemplativa é a mais aprazível aos deuses, segundo Aristóteles. No cristianismo, a vida contemplativa significa ter a Deus como fim e sempre agir com a caridade, o que é algo que os gregos da Antiguidade desconheciam. Nem toda a virtude é moral, mas só a que está na faculdade apetitiva, diz São Tomás. Da definição aristotélica de que “as virtudes se definem por esta diferença: chamamos umas de intelectuais e outras de morais”, São Tomás e sua doutrina da união do corpo e da alma nos recordam de que a alma governa o corpo, por isso, afirma o Aquinate, ” houve quem afirmasse que todos os princípios ativos existentes no homem se comportam dessa forma com a razão. Mas se fosse assim, bastaria, para agirmos bem, que a razão fosse perfeita e, como a virtude é um hábito que nos aperfeiçoa para agirmos corretamente, ela estaria apenas na razão, e, portanto, toda a virtude seria intelectual, como pensava Sócrates.” Segundo esse filósofo grego o homem dotado de conhecimento não podia pecar, e os que pecam o fazem por ignorância. Mas tudo isso é falso, nos diz São Tomás. “A parte apetitiva obedece à razão, mas com certa resistência”. Essa afirmação é tirada da Ética a Nicômaco, pois Aristóteles bem observou o comportamento das crianças e dos adolescentes. Nesse grupo também entram os apaixonados e da maior parte dos homens que, segundo Aristóteles, “não podendo alcançar as alegrias do espírito“, mergulham nos prazeres sensíveis. O mesmo Aristóteles afirma que a “razão rege a potência apetitiva com o poder político”, tal qual se governam pessoas livres que têm certos direitos de oposição, segundo São Tomás. Sócrates só está certo “contanto que o conhecimento se estenda ao uso da razão no caso de uma opção em particular”. Portanto, segue Tomás, o apetite se distingue da razão, assim como a virtude moral de distingue da intelectual. Para terminar, existe um conceito de virtude que os antigos desconheciam, mas que a filosofia cristã desenvolveu. É o da virtude moral infusa. Deus além das virtudes teologais, também infunde virtudes morais e intelectuais que correspondam a essas virtudes teologais. Albert Plê, um dos comentaristas da Suma, afirma que Deus não apenas infunde as virtudes teologais, mas também as intelectuais e morais que, “sem nada perder de seus objetos específicos, são super-elevadas, por efeito de uma finalidade supra-motivante, que é o próprio Deus imediatamente” (p.185). Seria a virtude adquirida pela repetição da mesma espécie que a virtude infusa? ( artigo 4, questão 63) São Tomás nos dá um exemplo. Pela regra humana, a alimentação não deve ser prejudicial nem à saúde do corpo nem ao ato da razão. Mas pela regra da lei divina, diz São Tomás, exige-se do homem que castigue seu corpo e o mantenha submisso. Ou seja, a temperança infusa e a temperança adquirida são diferentes. Aristóteles diz na sua Política que a virtude dos cidadãos se ajustam às diferentes formas de governo. Dessa maneira, as virtudes infusas fazem do homem cives sanctorum et domestici Dei, ou seja, concidadãos dos santos e da família de Deus, definição essa de São Tomás de Aquino.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 11
    • 5 estrelas73%
    • 4 estrelas18%
    • 3 estrelas9%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Santo Tomás de Aquino profile picture

    Santo Tomás de Aquino

    Tomás de Aquino nasceu em Aquino por volta de 1225, de acordo com alguns autores no castelo do pai Conde Landulf de Aquino, localizado em Roccasecca, no mesmo Condado de Aquino (Reino da Sicília, no atual Lácio). Por parte de sua mãe, a condessa Teodora de Theate, Tomás era ligado à dinastia Hohenstaufen do Sacro Império Romano-Germânico.1 O irmão de Landulf, Sinibald, era abade da original abadia beneditina em Monte Cassino. Enquanto os demais filhos da família seguiram uma carreira militar,2 a família pretendida que Tomás seguisse seu tio na abadia.3 Esse era o caminho normal para a carreira do filho mais novo de uma família da nobreza sulista italiana.1 Aos cinco anos, Tomás começou sua instrução inicial em Monte Cassino, mas depois do conflito militar que ocorreu entre o imperador Frederico II e o papa Gregório IX na abadia, no início de 1239, Landulf e Teodora matricularam Tomás na studium generale (universidade), que havia sido criada recentemente por Frederico II em Nápoles.4 Foi lá que Tomás provavelmente foi introduzido nas obras de Aristóteles, Averróis e Maimônides, todos que influenciariam sua filosofia teológica.5 Foi igualmente durante seus estudos em Nápoles que Tomás sofreu a influência de João de São Juliano, um pregador dominicano em Nápoles que fazia parte do esforço ativo intentado pela ordem dominicana para recrutar seguidores devotos.6 Nesta época seu professor de aritmética, geometria, astronomia e música era Pedro de Ibérnia.7 Aos 19 anos, contra a vontade da família, entrou na ordem fundada por Domingos de Gusmão. Estudou filosofia em Nápoles e depois em Paris, onde se dedicou ao ensino e ao estudo de questões filosóficas e teológicas. Estudou teologia em Colônia e, em Paris, tornou-se discípulo de Santo Alberto Magno, que o "descobriu" e se impressionou com a sua inteligência. Por esse tempo foi apelidado de "boi mudo". Dele disse Santo Alberto Magno: "Quando este boi mugir, o mundo inteiro ouvirá o seu mugido." Foi mestre na Universidade de Paris, no reinado de Luís IX.

    63 Livros
    89 Seguidores
    Frosinone, Itália

    Santo Tomás de Aquino