Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas6
    • Leitores556
    • Similares2
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A Luta -

    Norman Mailer

    Companhia das Letras
    1998
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788571648470
    Português Brasileiro
    4.1
    176 avaliações
    Leram255Lendo18Querem271Relendo1Abandonos11Resenhas6
    Favoritos15Desejados271Avaliaram176

    Zaire, 1974: Muhammad Ali desafia George Foreman. Neste relato magistral sobre a maior luta de boxe do século, Mailer põe o leitor na pele do boxeador e o faz pensar e sentir como se estivesse no ringue. É como se ninguém conhecesse o resultado da luta.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (6)Ver mais
    Hernani Leal picture
    Hernani Leal01/07/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A LUTA

    Zaire (consulte o Google Maps), 1974. A maior luta de boxe da história. O falastrão ex-campeão dos pesos pesados, o inesquecível Muhammad Ali (batizado Cassius Clay) de um lado, e do outro a montanha que enfrentará, o monstro mitíco, a silenciosa esfinge de pedra George Foreman (sim, o simpático senhor da Jumbo Grill). Sobre essa história, uma boa complementação ou alternativa é Ali, filme de Michael Mann, com Will Smith como protagonista. O filme retrata desde seu começo no boxe, sua conversão ao Islamismo, sua amizade e rompimento com Malcolm X (pela manipulação da religião), seus problemas políticos por se negar a responder a convocação para a guerra do Vietnã, sua personalidade magnética, seus relacionamentos conjugais e extras... e culminando na “luta do século”. Para quem tiver dúvidas, Will Smith foi indicado ao Oscar pela atuação. O livro de Mailer segue o caminho diferente, se concentra na luta. Usando o artificio inusitado de narrar em terceira pessoa e se colocar como personagem, Mailer nos leva pelas reuniões, treinos, concentrações, bate-bocas, e vielas na cidade de Kinshasa, no Zaire. Evoca as ebulições ideológicas do mundo e no próprio Zaire nos anos 70. Mas o ponto alto é a descrição apaixonada da própria luta; Mailer, um fã confesso de Ali, se juntava à opinião geral de que Ali seria massacrado. Muhammad havia lutado com Joe Frazier e perdido fragorosamente. E Frazier havia, em seguida, lutado com Foreman, e foi esmagado pela esfinge silenciosa (expressão minha). Então, a comoção geral era que Ali, mais velho, seria derrotado. Em nenhum momento Ali titubeia, deixando a sua personalidade verborrágica demonstrar medo ou apreensão. Mais tarde confessaria suas dúvidas internas e principalmente o medo da sua equipe de que não sobrevivesse ao desafio. Mas Ali, se internaliza do coro público “Ali, buma ye”, mate ele, Ali. E, assim, vence a luta (não estou dando spoiler, a luta foi em 1974). A riqueza de Mailer é a descrição tanto da luta como da filosofia de Ali lutar. São dadas grandes lições para qualquer desportista. O modo como muitas vezes a melhor maneira de lutar não é evitar o golpe, mas ir de encontro a ele, saber recebê-lo bem, etc. Uma aula completa, em uma beleza narrativa de um apaixonado. Ali adota uma estratégia nunca antes utilizada por ele. Durante oito, sim oito, assaltos ele resolve ser flagelado pelos socos de Foreman. Desviando de uns poucos (ele que foi o mestre nisso, Anderson Silva o copia nessa área), Ali se impõe o inferno. Sabendo como amortecer pela própria dor todos os golpes de Foreman e levando-o à exaustão física. No oitavo assalto o profeta Muhammad vence a montanha. Surpreendendo todos, o resultado inesperado choca o próprio Mailer. Se o enredo do livro não é novidade para ninguém, por que lê-lo? A paixão de um escritor por um esporte e sua filosofia, a vida de um lutador dentro e fora dos ringues, seus erros e acertos, encerrados de forma magistral é o ponto forte do livro. Sem dúvida o livro percorre lado a lado o bushido, o caminho do guerreiro. E é uma honra ser guiado por mestres tão humanos. P. s.: o premiado documentário Quando éramos reis, também é um prato cheio. Conclusão: 9 Recomendo

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 176
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    Norman Kingsley Mailer profile picture

    Norman Kingsley Mailer

    Norman Kingsley Mailer, ou apenas Norman Mailer, como é mais conhecido, foi uma das mais importantes consciências críticas dos Estados Unidos. Nascido em uma família de imigrantes judeus de classe média, dedicou-se, a partir de 1939, a estudar engenharia aeronáutica na Universidade de Harvard. Sua paixão, no entanto, sempre foi a literatura. Antes de terminar a formação como engenheiro na Universidade da Sorbonne, em Paris, ele participou dos anos finais da Segunda Guerra Mundial, servindo nas Filipinas e no Japão. Essa experiência lhe permitiu escrever "Os Nus e os Mortos", imediatamente aclamado como um dos principais romances da literatura norte-americana. Famoso aos 25 anos, passou a trabalhar como roteirista em Hollywood. Nesse período, teve vários livros recusados pelas editoras, e as obras que conseguiu publicar não passaram de fracassos. Na década de 1950, começou a colaborar com o jornal "The Village Voice", onde se tornou o polemista agressivo, especialista em analisar as diferentes características dos EUA. Assim, ao lado de Truman Capote e Tom Wolf, Mailer renovou o jornalismo norte-americano, criando o gênero conhecido como jornalismo literário. Em "O Super-Homem vai ao Supermercado", por exemplo, ele acompanha as convenções políticas dos partidos Democrata e Republicano entre 1960 e 1968, narrando com profunda ironia todos os detalhes. Em 1967, a obra "Os Exércitos da Noite", na qual Mailer narra a grande marcha pacifista - ocorrida em Washington nesse mesmo ano - contra a Guerra do Vietnã, ganhou os principais prêmios literários norte-americanos: o Pulitzer, o National Book e o da Universidade de Long Island. Ele voltaria a ganhar o Pulitzer em 1980, agora com uma obra de ficção, o romance "A Canção do Carrasco", baseado na vida do assassino Gary Gilmore. Personagem polêmica, controvertida, odiado pelas feministas, Mailer foi um inestimável provocador, que jamais se cansou de defender os princípios liberais e de olhar seus contemporâneos com amargura. Escreveu 39 livros, reconhecidos pela originalidade e pela crueza da linguagem - dentre eles, onze romances. Jamais escreveu sua autobiografia. "Cada vez que você passa por uma experiência muito intensa, forma-se um cristal na sua personalidade, que projeta reflexos para escrever muitas histórias", ele disse certa vez. E concluiu: "Em uma autobiografía, provavelmente você destrói todos os seus cristais". Romancista, ensaísta e dramaturgo, escrevendo sobre boxe, dialética, drogas, existencialismo, fascismo, sexo, pacifismo, violência, câncer e guerra, paranóia e política, tecnologia e totalitarismo, ou dedicando-se a elaborar a biografia da atriz Marilyn Monroe, Norman Mailer foi um dos principais renovadores da literatura norte-americana do século 20. Fontes: "The New York Times", "El País" e "La Vanguardia".

    28 Livros
    31 Seguidores
    Nova Jérsei, EStados Unidos

    Norman Kingsley Mailer