Dores do Mundo é um dos livros de linguagem mais acessível de Schopenhauer.
No capítulo Dores do mundo, o filósofo põe em ação todo o seu famoso pessimismo para defender o argumento de que o sofrimento é que faz todo o sentido na vida, isto é, *se a nossa existência não tem por fim imediato a dor, pode dizer-se que não tem razão alguma de ser no mundo*. E justifica: *Não conheço nada mais absurdo que a maior parte dos sistemas metafísicos, que explicam o mal como uma coisa negativa; só ele, pelo contrário, é positivo, visto que se faz sentir... O bem, a felicidade, a satisfação são negativos, porque não fazem senão suprimir um desejo e terminar um desgosto.*
No capítulo O amor, o filósofo apresenta uma Metafísica do amor na qual o amor é definido pelo instinto sexual destinado à perpetuação da espécie. Ainda no capítulo do amor, o filósofo apresenta um Esboço acerca das mulheres que é um retrato lamentável da mentalidade de desqualificação feminina à época em que o livro foi escrito.
O capítulo A morte é curto. Pensei que Schopenhauer, o filósofo do pessimismo, tivesse mais a dizer sobre a morte.
No capítulo A arte o filósofo fala sobre poesia lírica, tragédia, comédia, pintura e música.
No capítulo A moral são abordados: egoísmo, piedade, resignação, renúncia, ascetismo e libertação.
No capítulo Pensamentos diversos, Schopenhauer discorre sobre religião, afirmando que se fosse assegurada a imortalidade aos homens, seu zelo pelos deuses esfriaria imediatamente. Ao mesmo tempo, ataca o cristianismo como uma religião intolerante, ao contrário do maometanismo, do budismo, do hinduísmo.
Abordando sobre política, o filósofo apresenta sua utopia: *Querem planos utopistas: a única solução do problema político e social seria o despotismo dos sábios e dos nobres, de uma aristocracia pura e verdadeira, obtida por meio da geração, pela união dos homens de sentimentos altamente generosos com as mulheres mais inteligentes e finas. Esta proposta
é a minha utopia e a minha república de Platão.*