Dores do Mundo - O Amor — A Morte — A Arte — A Moral — A Religião — A Política — O Homem e a Sociedade

    SCHOPENHAUER

    Ediouro
    1983
    204 páginas
    6h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Uma Europa desiludida com os ideiais e esforços de 1848 voltou-se quase que com aclamações para essa filosofia que interpretara o desespero d 1815. O ataque a ciência sobre a teologia, denúncia socialista da pobreza e da guerra, a tensão biológica na luta pela sobrevivência - todos esses fatores foram de auxílio para que Schopenhauer, no final da vida, atingisse finalmente a fama.

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    Pedro LDC Viegas19/12/2019Resenhou um livro
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    Tédio de filósofo.

    Dores do Mundo é um dos livros de linguagem mais acessível de Schopenhauer. No capítulo Dores do mundo, o filósofo põe em ação todo o seu famoso pessimismo para defender o argumento de que o sofrimento é que faz todo o sentido na vida, isto é, *se a nossa existência não tem por fim imediato a dor, pode dizer-se que não tem razão alguma de ser no mundo*. E justifica: *Não conheço nada mais absurdo que a maior parte dos sistemas metafísicos, que explicam o mal como uma coisa negativa; só ele, pelo contrário, é positivo, visto que se faz sentir... O bem, a felicidade, a satisfação são negativos, porque não fazem senão suprimir um desejo e terminar um desgosto.* No capítulo O amor, o filósofo apresenta uma Metafísica do amor na qual o amor é definido pelo instinto sexual destinado à perpetuação da espécie. Ainda no capítulo do amor, o filósofo apresenta um Esboço acerca das mulheres que é um retrato lamentável da mentalidade de desqualificação feminina à época em que o livro foi escrito. O capítulo A morte é curto. Pensei que Schopenhauer, o filósofo do pessimismo, tivesse mais a dizer sobre a morte. No capítulo A arte o filósofo fala sobre poesia lírica, tragédia, comédia, pintura e música. No capítulo A moral são abordados: egoísmo, piedade, resignação, renúncia, ascetismo e libertação. No capítulo Pensamentos diversos, Schopenhauer discorre sobre religião, afirmando que se fosse assegurada a imortalidade aos homens, seu zelo pelos deuses esfriaria imediatamente. Ao mesmo tempo, ataca o cristianismo como uma religião intolerante, ao contrário do maometanismo, do budismo, do hinduísmo. Abordando sobre política, o filósofo apresenta sua utopia: *Querem planos utopistas: a única solução do problema político e social seria o despotismo dos sábios e dos nobres, de uma aristocracia pura e verdadeira, obtida por meio da geração, pela união dos homens de sentimentos altamente generosos com as mulheres mais inteligentes e finas. Esta proposta é a minha utopia e a minha república de Platão.*

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