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    Leonor de Aquitânia -

    Mireille Calmel

    Difel
    2006
    528 páginas
    17h 36m
    ISBN-13: 9789722907781
    Português
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    Leonor de Aquitânia. Uma bela jovem de personalidade fogosa, ainda solteira. O seu dote, o ducado de Aquitânia, terras de extrema riqueza. Em 1137, a vida é maravilhosa no castelo de Leonor em Bordéus, luxuosamente decorado e permanentemente alegre, enquanto que o Louvre do pobre rei de França é sinistro, sujo e silencioso. Ao lado de Leonor, surge outra sedutora figura, a de Loanna de Grimwald. Uma jovem de quinze anos, a mesma idade de Leonor, mas uma rapariga diferente de todas as outras, um misto de fada e feiticeira. Enviada pelo seu antepassado o mago Merlin, Loanna é herdeira dos segredos dos druidas e tem uma missão: tornar-se a confidente de Leonor, ser a sua sombra, e conseguir que ela case, um dia, com Henrique, o futuro rei de Inglaterra. Um primeiro romance fascinante, onde o sobrenatural e a sensualidade se misturam com a História, recriando uma Leonor de Aquitânia desconhecida. Levados pela escrita cativante de Mireille Calmel, retemos a respiração desde o momento que precede o primeiro beijo, brandimos a espada para defender a rainha, ficamos com o coração partido quando morre o seu melhor amigo…

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    Maria Luíza de Araújo picture
    Maria Luíza de Araújo30/01/2013Resenhou um livro
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    Leonor de Aquitânia

    A obra aborda a juventude de Leonor até o casamento com Henrique II da Inglaterra, bem como os seus arroubos carnais. Embora seja uma biografia romanceada, a autora mantém o bojo da história da Idade Média, onde uma boa parte da igreja católica buscava somente o poder e ampliar os seus domínios pela Europa e adjacências, mesmo que para isso promovesse os casamentos arranjados intra consaguíneos. Leonor, então duquesa de Anjou e prometida para Henrique de Plantageneta por seu pai para estender o domínio do reinado inglês, por manobra do abade Suger, seu conselheiro e da ala ambiciosa da igreja, se casa com o rei da França, Luís XII, preparado para a carreira eclesiástica mas obrigado a subir ao trono com a morte de seu irmão mais velho e depois o seu pai. Do outro lado, a rainha Matilde, para conseguir o intento de unir Leonor e seu império ao seu filho Henrique, envia Loanna de Grimwald, afilhada e descendente direta dos druidas e já precoce nas artes do encanto e feitiçaria do povo de Avalon, para se tornar a sombra de Leonor e assim tudo fazer para acontecer as bodas da duquesa com o seu herdeiro e futuro rei. Religioso fervoroso, ascético e nada vigoroso, não consegue conciliar sua vida rude com a ,mulher inteligente, refinada e sensual, e não conciliando a devoção com o papel de esposo e, ao se deixar conduzir pela sensualidade e desejo de sua jovem esposa, se pune pelo autoflagelo, deixando a fogosa e jovem duquesa se divertir com os homens que ela se deixava cortejar despudoradamente, já que concluíra ter se casado com um monge e não com um homem. Com ela não consegue um herdeiro varão para o substituí-lo no trono e o casamento cai em declínio após 15 anos. Durante este período Leonor, apaixonada pela música dos trovadores, herança de seu avô, um dos pioneiros nesta arte, assente em seu reinado a presença constante destes artistas em seu convívio e festas que promovia costumeiramente. Luís rezava e Leonor era homenageada e inspirava os trovadores de seu ducado e, obviamente, se envolve também com um destes músicos. Sensualidade, traição, intrigas e ambição são descortinadas por todo o livro, mas com os fatos históricos marcantes deste período, como a malfadada Segunda Cruzada, onde o rei decide partir para defender os estados cristãos da Palestina, ameaçados pelos turcos seljúcidas que invadiram o condado de Edessa em 1144, perpetrando o massacre dos cristãos, fato e fracasso marcantes em seu governo. Também é abordado, embora superficialmente, a caça às bruxas e feiticeiras de Avalon, pois a igreja proibia qualquer culto que não fosse o cristão e excomungava quem se opusesse aos desígnios papais. Penso que a autora poderia ter explorado mais um pouco da história desta ilustre rainha, mas ainda assim é válida a leitura.

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