Nesse livro, José Lins do Rego retrata a decadência dos sistema de engenhos e dos povoados a sua volta. Na primeira parte do romance, temos a figura de José Amaro, homem abrutalhado que só consegue expressar as próprias emoções de forma violenta e dessa forma, afasta mulher e filha. O rancor e o amargor do personagem são o destaque da primeira parte, demonstrando como o povoado começa a morrer junto com o engenho. O coronel Lula é quem comanda a segunda parte, vendo sua vida vazia e a decadência da família espelhando a do engenho. Seus modos autoritários e o arrependimento, talvez seja melhor dizer seu medo de retribuição divina, são os catalizadores de sua ruína. Os últimos suspiros são dados pelo Capitão Vitorino que incapaz de aceitar o destino da região, realiza alguns gestos desesperados de socorro que se revelam inúteis ao fim. É ótimo. Recomendo.










