Homem Santo -

    Gustavo Annecchini

    Multifoco
    2012
    173 páginas
    5h 46m
    ISBN-13: 9788579618970
    Português Brasileiro

    Gustavo Annecchini traz em 'Homem Santo' um relato que marcou a estrutura da Ortodoxia Cristã Mundial na virada do milênio. Romance baseado em fatos reais, 'Homem Santo' quer trazer ao entendimento do leitor, que a experiência protagonizada por Miguel pode bater à porta de qualquer um, independente do credo. O autor começa a narrativa a partir de 1999 quando ainda se prepara para o Batismo na Igreja Ortodoxa e conhece a autoridade máxima da Igreja de Portugal, o Metropolita Teoctist. A partir deste encontro, é batizado pelo próprio Metropolita numa cerimônia repleta de simbologias e renasce como Miguel. Este personagem é alçado à condição de Reverendo e firma um compromisso de vida e servidão com a Igreja. Iniciava-se ali uma relação saudável com a Entidade religiosa, ou o reverberante chamado de Deus trazia outros tipos de significados? 'Homem Santo' conta a saga vivida por Frei Miguel, percorrendo mosteiros mundo afora, igrejas ortodoxas, conhecendo líderes da Ortodoxia mundial. A sequência de desdobramentos narrada pelo autor mostra o exaustivo exercício de dúvidas e questionamentos de um garoto de 18 anos que, crendo ser um guerreiro preparado para a fé, desilude-se em meio a situações delicadas, constrangedoras, subumanas e, sobretudo, violentas.

    Resenhas (1)Ver mais
    Flavio Simões picture
    Flavio Simões06/08/2013Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Antes de apreciar Homem santo, é preciso saber o que o livro realmente é e a que se propõe. Não o vejo encaixado na categoria do "livro-escândalo" ou "livro-com-um-segredo" como se imagina pela sinopse. A bem da verdade: quem se aventurar por suas páginas em busca da polêmica vai sair decepcionado. Homem santo é um livro sobre a fé, e não o contrário. Nele, o autor narra o período em que viveu como monge da igreja ortodoxa, em um mosteiro em Portugal. Quando a história começa, ele é um jovem recém-convertido, que se apaixona rapidamente pela doutrina e ritos ortodoxos. E é nesse momento de devoção que surge o inesperado convite para se tornar monge. O tom do livro é de depoimento, carregado de oralidade -- como se o autor estivesse desabafando ao leitor, parando aqui e ali pra divagar memórias afetivas. Ponto alto: a viagem que o autor e seu grupo fazem a Israel, antes da partida definitiva para o mosteiro. Nessa parte temos um passeio por diversos locais históricos e turísticos, com explicações sobre seu significado para a igreja ortodoxa. Valeria a pena um livro sobre a história e os costumes dessa igreja, com seus ritos, cânticos e ícones!

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