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    31 poetas, 214 poemas - do Rigveda e Safo a Apollinaire

    Décio Pignatari

    Companhia das Letras
    1996
    132 páginas
    4h 24m
    ISBN-10: 8571645485
    Português Brasileiro
    4
    28 avaliações
    Leram43Lendo2Querem14Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos0Desejados14Avaliaram28

    Esta antologia é uma espécie de volta ao mundo da poesia - em nove línguas. Conduzidos pelo poeta, tradutor, crítico e romancista Décio Pignatari, partimos dos hinos do Rig-veda, no século XVI a.C., e desembarcamos em pleno século XX, com Os versos a Lou, de Guillaume Apollinaire. A natureza abrangente e díspar do livro só acentua o desafio que há no projeto desta antologia pessoal que, além de aproximar Oriente e Ocidente, transporta 31 poetas e carrega, na bagagem de Babel, 214 poemas escritos em sânscrito, grego, latim, chinês, provençal, inglês, italiano, alemão e francês. O tradutor confirma mais uma vez sua versatilidade, revelando-se tanto um libertino da língua, na recriação das peças lírico-eróticas de Safo, Catulo e Marcial, comoum "zemiótico", pela precisão vocabular empregada na tradução dos poetas da dinastia Tang.

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    mrredrighthand24/11/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Bom para conhecer novos autores

    Traduções extremamente variadas de autores grandes, mas (muitos) esquecidos pelo tempo. Excelente para conhecer alguns satíricos latinos, haikaístas japoneses e os poetas provençais. As traduções dos haikais de Issa são uma obra de arte à parte.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 28
    • 5 estrelas39%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas4%
    Décio Pignatari profile picture

    Décio Pignatari

    Foi um poeta, escritor e tradutor brasileiro, um dos maiores nomes do movimento concretista. Publicou seus primeiros poemas na Revista Brasileira de Poesia, em 1949. No ano seguinte, estreou com o livro de poemas "Carrossel", e, em 1952, fundou o grupo "Noigandres" e editou a revista-livro de mesmo nome, com os poetas Haroldo De Campos e Augusto De Campos. Com o grupo Noigandres, em 1956, lançou oficialmente o movimento de Poesia Concreta, durante a Exposição Nacional de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), que foi consecutivamente realizada no saguão do Ministério da Educação e Cultura (MEC), no Rio de Janeiro. O grupo publicou, em 1956, o "Plano-piloto para Poesia Concreta", traduzido em diversas línguas. Em 1965, ainda com Haroldo e Augusto de Campos, lançou o livro "Teoria da Poesia Concreta". Além da produção crítica e literária, Pignatari fez pesquisas na área de Semiótica - em 1969, ajudou a fundar "L'Association Internationale de Sémiotique" (AIS), na França, e participou, em 1975, do lançamento da Associação Brasileira de Semiótica (ABS). Como teórico da comunicação, traduziu obras de Marshall McLuhan e publicou o ensaio "Informação, Linguagem e Comunicação" (1968). Sua obra poética está reunida em "Poesia Pois é Poesia" (1977). Na área da publicidade e propaganda, a enigmática capa do álbum "Todos os Olhos" (1973), de Tom Zé, foi concebida por Décio, assim como a marca "Lubrax", do lubrificante automotivo.

    36 Livros
    6 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Décio Pignatari