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    A Crise da Morte - Espiritismo

    Ernesto Bozzano

    Feb
    2000
    177 páginas
    5h 54m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.2
    28 avaliações
    Leram38Lendo8Querem53Relendo0Abandonos1Resenhas8
    Favoritos1Desejados53Avaliaram28

    Haverá quem não tenha pensado no instante final da nossa trajetória terrestre? A vida continua além do túmulo? Se cremos que sim, como será essa nova vida? Quais os fenômenos que se passam com aqueles que se desprendem dos liames carnais e dão entrada no outro mundo? Em A Crise da Morte, o autor aprecia e comenta os testemunhos vindos do mundo espiritual, submetendo-os ao processo científico da análise comparada, do que resultou um conjunto de revelações de irrecusável veracidade. Traça orientações sobre os objetivos de existência física, as bases da moral e dos deveres do homem na decisão do seu futuro. Ler esta obra é confirmar as realidades de uma outra existência, de um mundo extrafísico, cujas condições, para cada um de nós, sempre dependerão do modo por que nos conduzimos moralmente enquanto Espíritos encarnados. Do mesmo autor de "Fenômenos Psíquicos no Momento da Morte", foi publicado como uma iniciativa da Federação Espírita Brasileira que sempre trata com carinho a obra deste grande Espiritualista italiano. A visão do espiritismo sobre a crise da morte fica clara neste livro.

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    Vitória  picture
    Vitória 06/09/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "O meio espiritual é o meio terrestre espiritualizado."

    Nesta obra do autor Italiano Ernesto Bozzano, vemos um novo olhar sobre a morte. Vemos várias cartas de desencarnados que contam como se deu o momento do seu desenlace e sua chegada no plano espiritual. E ao final de cada uma delas o autor comenta fazendo uma análise através de sua pesquisas da época sobre o espiritismo e o mundo dos espíritos. São cartas bem interessantes e que trazem um consolo muito grande. A leitura é bem tranquila, fluida, e não tive dificuldades de acompanhar o raciocínio de Bozzano, mas também não posso fazer comparações com outros livros dele já que foi minha primeira leitura. A bagagem literária do autor possui muitos livros com títulos bem interessantes e com certeza vou ler outros de Ernesto. É um livro que ajuda muitos a buscarem a paz acerca desse assunto que a grande maioria teme. A morte é um fenômeno natural que temos que nos acostumar e buscar meios de compreender para nos acalmar e nos consolar, justamente pois o desconhecido causa receio e medos, mas quando temos uma visão mais ampliada, nossa perspectiva muda e essas leituras são muito bem vindas. Não digo que de um dia para o outro vamos mudar nossa opinião, mas é um começo. Acho que esses clássicos do espiritismo são muito importantes, e merecem mais reconhecimentos, não é porque são de outros séculos, que se tornaram "desatualizados", pelo contrário, são obras de imensa relevância e que deveriam ser mais estudadas e analisadas tanto por nós espíritas quanto dentro de centros espíritas. E que possamos agradecer a esses autores que tanto se dedicaram para deixar essas bagagens literárias para nós encarnados agora. "Não chego a compreender por que se exige que o mundo espiritual seja mais ideal do que o nosso. Os dois mundos são obra do mesmo Autor, quer este se chame Matéria, ou Deus." "(...) o meio espiritual é o meio terrestre espiritualizado." "No mundo dos Espíritos, há a força do pensamento, por meio do qual se podem criar todas as comodidades desejáveis..." "(...) o pensamento e a vontade, mesmo na existência encarnada, são suscetíveis de criar e de objetivar as formas concretas das coisas pensadas e desejadas, do mesmo modo que este fenômeno se realiza no meio espiritual, embora no meio terrestre semelhante criação não se dê senão por intermédio de alguns sensitivos especiais." "(...) o pensamento e a vontade são forças que possuem o poder maravilhoso de modelar e organizar, faculdades que, todavia, não se manifestam senão de maneira esporádica e sem objetivo, no meio terrestre." "Quase todos os desencarnados passam por um período de sono reparador, que pode durar um dia ou dois, como pode durar semanas e meses; isto depende das circunstâncias em que morreram." "Quando, entre os Espíritos recém-chegados, há os que se encontrem ligados por vivas afeições a outros Espíritos desencarnados algum tempo antes, estes últimos lhes acorrem ao encontro, antes que passem pela fase do sono reparador. Não se pode imaginar ventura maior do que a desses encontros no meio espiritual, após longas separações que pareciam definitivas. Se bem os Espíritos saibam que terão de separar-se ainda por certo tempo, não o lamentam, por estarem cientes de que estas separações já não serão quais as anteriores. E, quando os Espíritos recém-chegados despertam do sono reparador, seus guias intervêm, para informá-los do adestramento espiritual que a cada um se acha reservado." "(...) a morte não pode suprimir a afeição, nem impedir a reunião de duas almas que se amaram na Terra." "O meio que o recebe é determinado pelo grau de espiritualidade em que ele se acha. Por meio da morte, ganha a morada espiritual que preparou para si mesmo; não pode ir a nenhuma outra parte. São as suas qualificações espirituais que o fazem gravitar, com uma precisão infalível, para as condições de existência que correspondem matematicamente a seus méritos e deméritos." "O homem, depois da morte, vai para o meio que para si próprio preparou; não poderia ser de outro modo. Junta-se aos que se lhe assemelham; gravita para as legiões espirituais entre as quais se achará inteiramente à vontade, como em seu próprio meio, como em sua casa. Sua futura morada está no círculo da sua alma; seus companheiros espirituais são os seres que se lhe assemelham. Em outros termos: o Espírito desencarnado, por efeito da lei benfazeja e justa da afinidade, graças à qual cada um atrai o seu semelhante, gravita para o meio único que se pode adaptar às suas condições de evolução espiritual, de elevação moral, de cultura intelectual, conforme ele próprio as criou pela sua atividade terrestre. Vai para onde tem forçosamente que ir." "Somos seres construídos de pensamento, existindo em um mundo criado pelo pensamento, e tudo o que desejamos, tudo o que fazemos é pelo dinamismo do pensamento." "Estar morto significa estar animado de uma vitalidade diferente e extraordinária, de que a humanidade não pode fazer ideia..." "Bela também é a paisagem terrena, mas a celeste é muito mais maravilhosa..." "Logo após o instante da morte, o Espírito ainda se acha impregnado de fluidos humanos. Pelo que sei (e não é grande coisa) este fato significa que ele ainda está em relação direta com o meio terrestre; mas, ao mesmo tempo, está despojado do corpo carnal e revestido unicamente do corpo etéreo. Basta, pois, que dirija o pensamento a determinado lugar, para que seja instantaneamente transferido para onde o leva o seu desejo." "(...) todo pensamento que formulamos, quer para o bem, quer para o mal, fica registrado indelevelmente no éter vitalizado que nos impregna o organismo. Trata-se, em suma, de um processo fotográfico; com isto imprimimos e fixamos vibrações no éter e este processo começa desde o nosso nascimento..." "Eles chegam ao mundo espiritual com os sentimentos que os dominavam no momento da morte." "(...) é também de notar-se que as manifestações mediúnicas se produzem no momento exato em que parecem maduros os tempos, para serem compreendidas, apreciadas e assimiladas. Se as pancadas de Hydesville se houvessem produzido um século antes, teriam passado despercebidas e infecundas, como passaram despercebidas e infecundas as revelações de Swedenborg, nas quais já se encontra tudo o que estou analisando nesta obra. Por outras palavras: o advento das manifestações mediúnicas foi preparado e tornado possível pelas descobertas da Ciência, no domínio das ignoradas forças físicas e psíquicas que nos cercam de todos os lados, atravessando e saturando, à nossa revelia, os organismos de que somos dotados. Não havia mais que um passo a ser dado, para que se admitissem outras influências invisíveis, de substratum inteligente. Logicamente inevitável se tornou esse passo, desde que se observaram manifestações aptas a sugerir a sua possibilidade. Foi o que aconteceu. Cumpre, pois, se reconheça que a nova ciência da alma nasceu na hora precisa, no seio dos povos civilizados." "Que imensa alegria experimentamos, ao verificarmos que as nossas faculdades espirituais se reavivam; que certos dons espirituais, de que não tínhamos certeza, de que, durante a vida, apenas fazíamos vaga ideia, efetivamente existem e podem agora desenvolver- se e ser utilizados. Adquirimos confiança em nós mesmos; sentimo- nos, pela primeira vez, homens capazes de alguma coisa. E nisso não há unicamente uma consolação: há um encorajamento para a ação..." "A causa principal de tantos crimes no mundo dos vivos — isto é, a necessidade que cada um tem de alimentar-se — não existe aqui. Ou, com maior exatidão, não temos mais necessidade de alimentar- nos, no sentido preciso do termo, se bem que aqueles dentre nós, que ainda queiram satisfazer ao prazer de se alimentarem, possam proporcionar a si mesmos a sensação de que o fazem..." "(...) o corpo se pode comparar a uma roupa muito apertada, de que o Espírito se reveste; trata-se, porém, de uma roupa que não contém mais do que uma seção especial do Espírito, porquanto a parte, que é de muito a mais importante da nossa personalidade espiritual, se conserva em estado latente, quase inconsciente, nas profundezas da subconsciência. Mas, quando o Espírito se desembaraça do corpo, as coisas mudam de aspecto; a parte latente desperta em plena eficiência, realizando todos os poderes. É essa uma sensação maravilhosa e deliciosa para os Espíritos desencarnados..." "Não temais a morte; não há o que temer; todas as penas, todas as dores, tudo o que há de feio na grande crise, pertence ao seu lado físico; do outro lado, há o amor — o divino Amor — combinado com a glória inexprimível do despertar espiritual." "Embora a natureza deste mundo difira enormemente da Terra, os dois mundos se assemelham, com a diferença, porém de que o mundo espiritual é infinitamente mais apurado, mais sublime, mais etéreo: eis tudo." "Aquele que me soube perdoar é o mais sublime dos homens (...)"

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    Ernesto Bozzano

    Ernesto Bozzano (Gênova, 9 de janeiro de 1862 — 24 de junho de 1943) foi um professor de filosofia da ciência na Universidade de Turim e pesquisador espírita italiano. Destacou-se como um contribuinte ativo na literatura italiana e francesa sobre fenômenos paranormais a partir da virada do século XIX até o início dos anos 1940.2 Foi um dos poucos pesquisadores italianos nomeados membros honorários da Society for Psychical Research (SPR), American Society for Psychical Research (ASPR) e Institut Métapsychique International (IMI). Dedicou-se primeiramente à filosofia da ciência, interessando-se sobretudo pelas ideias do inglês Herbert Spencer (1820-1903). Em 1891 começou a se ocupar da telepatia e principalmente do Espiritismo, assuntos que interessavam àquele tempo tanto estudiosos da Europa quanto da América. Desde então, Bozzano dedicou-se inteiramente, em completa solidão e até sua morte, ao estudo da Metafísica e Metapsíquica. Mais que experimentador foi um pesquisador, organizador e comentador dos fenômenos relativos à riquíssima literatura metapsíquica do seu tempo, na qual a relação dos visionários, dos crédulos, dos mitômanos e dos charlatães era, por larga margem, mais numerosa que a dos estudiosos sérios. Bozzano publicou cinqüenta e duas obras que tratavam de cada área e de cada aspecto da metapsíquica: telepatia, psicocinese, mediunidade em geral, etc. Trocou uma densa correspondência com os maiores representantes da metapsíquica dentre os quais cientistas de valor como os físicos ingleses William Crookes e Oliver Lodge e o fisiologista francês Charles Richet. No V Congresso Espírita Internacional, que ocorreu no ano de 1934 em Barcelona, foi o presidente de honra. Até sua morte, esse estudioso solitário, que tinha dedicado grande parte da sua vida à tentativa de dar ao espiritismo um caráter científico, deixou uma biblioteca de metapsíquica das mais ricas da Europa e do mundo, hoje conservada pela "Fondazione Biblioteca Bozzano - De Boni", de Bolonha.

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    Liguria, Itália

    Ernesto Bozzano