O Mágico de Oz - Eternamente Clássicos

    L. Frank Baum

    Leya
    2013
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788580444711
    Português Brasileiro

    "- Quem é você? - perguntou o Espantalho quando se esticou e bocejou. - E para onde está indo? - Meu nome é Dorothy - disse a menina - E estou indo à Cidade das Esmeraldas, para pedir ao Mágico de Oz que me mande de volta para casa. - Onde é a Cidade das Esmeraldas? - ele perguntou. - E quem é Oz? - Nossa, você não sabe? - ela perguntou surpresa. - Não sei, não. Não sei de nada. Sabe, sou recheado de palha, então não tenho cérebro. - ele respondeu com tristeza. - Ah, sinto muito por você. - Você acha que, se eu for para a Cidade das Esmeraldas com você, esse tal de Oz poderia me dar um cérebro? - Não tenho certeza - ela respondeu. - Mas pode vir comigo, se quiser. Se Oz não te der um cérebro, você não vai ficar pior do que está agora. Eles caminharam de volta pela estrada. Dorothy o ajudou a passar pela cerca e seguiram pelos tijolos amarelos em direção à Cidade das Esmeraldas."

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    Leandro Ferreira08/01/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    There's no place like home

    Tinha uma dívida de uma vida inteira, que era nunca ter lido este livro. Minha música preferida, o encanto das cores da MGM alcançando a graciosa Dorothy (da inigualável Judy Garland), a mensagem emocionante sobre amizade e esperança, os sapatinhos vermelhos (ops... aqui eles são prateados), os macacos voando, tanta, mas tanta coisa que já tornava esta história, para mim, o melhor de todos os contos de fadas, dedicado "a todos aqueles que são jovens de coração". Esta história me leva a lugares bem diferentes de Oz ou Kansas: de repente estou de volta a meu passado, num dos momentos mais felizes de minha vida, que eu sei que jamais voltará. E foi com esta expectativa que eu iniciei a leitura. Uma história linda, de cuja inocência e fantasia os seus leitores (independente da sua idade) tanto precisam. A história tem uma série de mensagens (não tão) escondidas: a criança que enfrenta desafios, o grande mágico que não é tão glamoroso quanto prega o estereótipo masculino, as bruxas boas, lindas e poderosas, que se contrapõem à submissão feminina da época. São tantas que a lista (com suas explicações) teria o tamanho do livro. Se for possível haver alguém que ainda não conhece esta história, mesmo que pelas inúmeras adaptações, esteja avisado de que é um conto de fadas, onde leões falantes, bruxas e casas que voam e pousam não devem ativar nenhum crítico literário adormecido que deseje questionar a veracidade dos acontecimentos: não é uma história para ler, mas para sentir, viajar e ser criança de novo. Meu pequeno Bernardo vai, um dia, ouvi-la de mim, da Judy e do L. Frank Baum. Espero que ele a ame, como eu a amo, mesmo de por motivos bem distintos. Esta leitura me foi um presente, lindo apesar de tardio, que não só me fez revisitar o meu passado, mas também rever o filme pela... não sei mais quantas vezes eu já assisti, sempre chorando quando a Dorothy canta, sempre chorando quando a porta da casa se abre após o ciclone, sempre chorando quando a ouço dizer "there's no place like home".  

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