Sempre Haverá Um Amanhã -

    Giselda Laporta Nicolelis

    Editora Moderna
    2012
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788516079574
    Português Brasileiro

    Daniel aguarda a filha que vai nascer com a maior expectativa: depois de dois filhos homens, ela é a realização do seu mais caro sonho. A menina nasce linda e aparentemente perfeita. O pai lhe dá o nome de Mahara, que significa 'amanhã'. Logo, Daniel e Samanta, sua mulher, descobrirão que o sonho não é tão perfeito assim: a criança tem um descompasso visível entre a idade cronológica e a mental, é uma criança excepcional. Daniel reage emocionalmente, mas, para sua sorte, Samanta é mais realista; ela irá ajudá-lo a tomar importantes decisões para o futuro de Mahara. O ponto de partida é tornar a garota auto-suficiente. Isso demanda tirá-la do núcleo familiar, onde viveu sempre protegida, e fazê-la cursar uma escola especial - o primeiro passo para que ela conquiste seu lugar num mundo cheio de preconceito e discriminação.

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    Clio30/03/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Já são décadas que li esse livro e ainda me surpreendo com como ele continua atual. Sempre haverá um amanhã conta a história de Daniel, que ao nascer Mahara (uma criança com algum tipo de deficiência mental) precisa mudar a vida de toda família. A autora não romantiza a experiência, não há nada daquele lugar comum de filmes em que a criança muda e melhora a vida da família. Ao contrário, Giselda Laporta deixa bem claro todos os conflitos familiares, econômicos e educacionais que esse tipo de situação acarreta. A própria Mahara é apresentada como qualquer outra menininha nas mesmas condições... ela é um doce em alguns momentos, mas extremamente problemática em outros. O livro é introspectivo. Toda a história é contada do ponto de vista de Daniel, e há poucas menções de Samanta (a mãe) e dos irmãos. Isso é uma jogada óbvia de sensibilização já que a maioria dos abandonos de crianças com algum tipo de problema mental se dá pelo lado paterno. Com toda essa temática pesada é surpreendente que seja um livro infanto-juvenil. Eu o daria para um adulto tranquilamente.

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