Bourdieu foi um dos sociólogos a desafiar Saussure no tocante a conecção da fala com seu contexto social. Segundo ele, um não poderia ser separado do outro - essa ideia pode não parecer nova, mas é preciso lembrar que esse texto data da década de 80.
Em sua concepção, o poder simbólico advém da construção da realidade e que é a solidariedade social (ou intercomunicação, ou reavaliação, ou adaptação) que permite a troca de conhecimentos.
Não é necessário dizer que se segue uma discussão sobre ideologias, marxismo, jogo político e o sentido geral do simbolismo coletivo e individual.
Sua crítica a Chomski (que por muito tempo foi vedete em Letras) também é avassaladora. Para Bourdieu não há uma razão universal que dê forma a linguagem.
É um livro muito interessante para quem se interessa por esse campo específico que circula entre a semiótica e a política, mas por ser altamente teórico, pode desincentivar alguns leitores.