Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas5
    • Leitores246
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Lero-Lero (Coleção Ás de Colete) - [1967-1985]

    Cacaso

    7Letras
    2002
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-10: 8575031414
    Português Brasileiro
    4
    89 avaliações
    Leram159Lendo4Querem82Relendo0Abandonos1Resenhas5
    Favoritos6Desejados82Avaliaram89

    Uma das figuras marcantes da poesia brasileira dos anos 1970, Antônio Carlos Ferreira de Brito, o Cacaso (1944-1987), viveu os anos de "desbunde" e ditadura, participando da chamada "poesia marginal". Após sua morte prematura, em 1985, o poeta e letrista mineiro teve somente um livro reeditado. Este volume reúne desde seu primeiro livro, Palavra cerzida (1967) até o último, Mar de mineiro (1982), com acréscimo de inéditos. Cacaso trata do cotidiano, mas seu verso coloquial de raiz modernista revela domínio de toda a tradição literária brasileira.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (5)Ver mais
    Jose Talles da Silva Soares picture
    Jose Talles da Silva Soares26/02/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um afago para Cacaso

    O excesso de erudição do intelectual brasileiro causou, algumas vezes, muito mais exclusão, do que uma tentativa empenhada em compreender o momento. Assim, muitos deles se preocuparam bem mais em preencher formas vazias, cito o concretismo quando se propõe a ser ultravanguarda, em detrimento a se empenhar na apreciação/entendimento de novos usos da palavra poética como no caso da geração mimeógrafo. Na literatura brasileira, principalmente em poesia, ser jovem não parece um valor muito apreciado, divergindo dos modelos europeus, onde temos o culto ao frescor da poética de Rimbaund por exemplo. Sempre nos deleitávamos em importar esses modelos, mas só até onde nosso espírito conservador permitia. Talvez seja esse o fator de quase esnobação da obra de Antônio Carlos Ferreira de Brito, o Cacaso. Não fosse ele uma pessoa ligada a universidade, muito amigo de algumas intelectuais atuantes como Heloísa Buarque de Holanda, passaria em vão, como passaram muitas outras e outros, principalmente negros e pobres excluídos desse meio. Cacaso migrou pra canção, igual a muitos poetas, virou editor, igual a muitos poetas, e inventou modos de fazer circular sua poesia, nem que fosse a um curto alcance, igual a muitos poetas. Para tal, usou o mimeógrafo, antecessor da poderosa fotocopiadora, para reproduzir sua poesia. Seus poemas, quase todos eles muito curtos, é possível publicar a maior parte dos poemas de Cacaso em uma tuitada, parecem lampejos anotados furtivamente em um papel de pão, guardanapo, ou coisa que o valha. Nem por isso foge a crítica social, ao lirismo, ao lúdico, a metafísica, e principalmente a memória. É constante ele falar sobre casos passados, saudades, e até de um presente que vai se encerrando e deixando a marca de tristeza melancólica do fim. Cacaso, usou essa forma de fazer versos como uma contemporaneidade dele, das amigas e amigos dele, numas décadas de 60/70/80 onde parecia que o Brasil entrava de vez para modernidade, a propaganda, o reclame publicitário se impunha, os jovens queriam praia, maconha, festa, liberdade, contestar as formas e conteúdos do estabelecido. Tudo isso há na sua poética, sem entretanto abandonar aquela busca de um espírito brasileiro, essa eterna tentativa de invenção, de ser um país. Instaurada desde um Gonçalves Dias e suas palmeiras com sabiás.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 89
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas2%
    Antônio Carlos de Brito profile picture

    Antônio Carlos de Brito

    Foi um professor universitário, letrista e poeta brasileiro. Depois de viver no interior de São Paulo, mudou-se aos onze anos para o Rio de Janeiro, onde estudou Filosofia e, nas décadas de 1960 e 1970, lecionou Teoria da Literatura e Literatura Brasileira na PUC-RJ. Foi colaborador regular de revistas e jornais, como Opinião e Movimento, tendo, entre outros assuntos, defendido e teorizado acerca do cenário poético de seus contemporâneos, a geração mimeógrafo, criadores da dita poesia marginal, que ganhou publicidade com a antologia 26 poetas hoje, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda, com quem Cacaso, em janeiro de 1974, escreveu o artigo "Nosso verso de pé quebrado", no qual fazem uma síntese das poéticas de então. Seus artigos estão reunidos em Não quero prosa, publicado em 1997. Com grande talento para o desenho, já aos 12 anos ganhou página inteira de jornal por causa de suas caricaturas de políticos. Antes dos 20 anos veio a poesia, através de letras de sambas que colocava em músicas de amigos como Elton Medeiros e Maurício Tapajós. Como poeta estreou em 1967, com o livro A palavra cerzida, que foi recebida com entusiasmo por José Guilherme Merquior, por representar junto de Francisco Alvim a primeira geração "pós-vanguarda". Em 1974, lança Grupo Escolar, pela coleção Frenesi, composta também dos livros Passatempo, de Chico Alvim, Corações veteranos, de Roberto Schwarz, Em busca do sete-estrelo, de Geraldo Carneiro, e Motor, de João Carlos Pádua. Cacaso une-se então a outros poetas, como Eudoro Augusto, Carlos Saldanha e Chacal (Ricardo de Carvalho Duarte), formando a coleção Vida de Artista, pela qual lançou Segunda classe (em parceria com Luiz Olavo Fontes) e Beijo na boca, ambos em 1975. Depois vieram "Na corda bamba" (1978), "Mar de mineiro (1982) e Beijo na boca e outros poemas (1985), que reunia uma antologia poética da obra do autor. Seus livros não só o revelaram uma das mais combativas e criativas vozes daqueles anos de ditadura e desbunde, como ajudaram a dar visibilidade e respeitabilidade ao fenômeno da "poesia marginal", em que militavam, direta ou indiretamente, amigos como Francisco Alvim, Helena Buarque de Hollanda, Ana Cristina César, Charles, Chacal, Geraldinho Carneiro, Zuca Sardhan e outros. No campo da música, os amigos/parceiros se multiplicavam na mesma proporção: Edu Lobo, Djavan, Tom Jobim, Toquinho, Olívia Byington, Sueli Costa, Cláudio Nucci, Novelli, Nelson Angelo, Joyce, Toninho Horta, Francis Hime, Sivuca, João Donato, Eduardo Gudin e muitos mais. Em 1987, no dia 27 de dezembro, o Cacaso é que foi embora, prematuramente. Um jornal escreveu: "Poesia rápida como a vida". Em 2002, veio a público Lero-lero, sua obra completa, incluindo, além dos livros citados, letras e poemas inéditos

    12 Livros
    25 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Antônio Carlos de Brito