Parece que você ta lendo o tipo de filme de ação com comédia, que é mais ação que comédia (digamos o remake de Matador de Aluguel, com o Jake Gyllenhaal, que lançou esse ano), e você nunca sabe se o filme só é descontraído ou autoconsciente de tudo, e as partes ridículas foram colocadas de propósito para efeito cômico ou se é só um filme de ação com poucos minutos de comédia, mas mal escrito e que se leva a sério demais, então tudo é engraçado, senão ruim. É esse livro inteiro. Se você desistir de acreditar em tudo o que existe e é tangível, tudo que foi descoberto na história da humanidade desde seus primórdios e todas as lutas de movimentos feministas contra pessoas que grampeiam telefones alheios e instalam câmeras na casa de mulheres sem seu conhecimento (que dirá consentimento), acaba sendo bem engraçado (no meu caso). E pensar que lendo discursos que fizeram um câncer crescer no meu cérebro eu quase dei um 3.5 pra esse livro, mas, então, simplesmente decretei que era o tumor afetando minhas faculdades mentais, graças a Deus. Ahhhhh, temos um caso de quasi Mr. Big em mãos. E não no bom sentido.
Nota do aubiobook (que eu nunca mais fiz, mas muito importante, porque pode ditar o tom de tudo): foi a melhor coisa. A narração, da Kate Russell, fez a história ficar mais praticável e o tom cômico da querida é tudo. Se não fosse pela narração, se eu tivesse que ler essa atrocidade usando meu cérebro, não sei o que seria de mim agora. É nível trilogia Stark, da J. Kenner, narrado pela Sofia Willingham. Um caso sério que livro bem narrado!
Não se preocupe, você pode ser essa maravilhosidade literária sob o título "O Estranho"!