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    Antologia poética -

    Manuel Bandeira

    Global Editora
    2013
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788526017726
    Português Brasileiro
    4.2
    358 avaliações
    Leram698Lendo27Querem282Relendo5Abandonos10Resenhas18
    Favoritos3Desejados282Avaliaram358

    Prosseguindo com o relançamento das obras de Manuel Bandeira, a Global Editora leva às livrarias Antologia poética Manuel Bandeira — uma coletânea organizada pelo próprio autor, em 1961, que reúne perto de duzentos e cinquenta poemas publicados nos livros A cinza das horas, Carnaval, O rimo dissoluto, Libertinagem, Estrela da manhã, Lira dos cinquen’anos, Belo belo, Opus 10, Estrela da tarde, Poemas traduzidos e Mafuá do malungo. Segundo os estudiosos, Manuel Bandeira, em sua poesia, abandonou o tom retórico de seus predecessores e usou a fala coloquial para tratar, com objetividade e humor, de temas triviais e eventos do dia a dia. Apesar de sua refinada sensibilidade, que remonta aos clássicos portugueses, o autor era capaz, também, de se fascinar com o insólito e o corriqueiro. Em julho de 1961, Bandeira escreveu, no prefácio, o que melhor sintetiza a ideia original do que vem a ser esta obra: “A antologia atual é mais completa que as anteriores por incluir também poemas de circunstâncias, constantes do livro Mafuá do malungo, e traduções que fiz de poetas estrangeiros, tiradas do livro Poemas traduzidos. Além disso, recolhem-se nela alguns poemas recentes ainda não coligidos em livro. Como nas duas primeiras, aqui o critério foi marcar a evolução da minha poesia, aproveitando de cada livro o que me parecia representar melhor a minha sensibilidade e a minha técnica”.

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    Jairo Silva23/03/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Antologia Poética

    Organizada pelo próprio autor em 1961, "Antologia poética" traz notáveis poemas publicados ao longo da carreira e nos mais variados livros. Extraímos dessa obra basilar poemas que tratam do cotidiano, da vida e da morte, da infância e vida do autor e ao final, traduções de poesia e prosa de autores consagrados. O contato com uma antologia proporciona conhecer o estilo do autor, sua evolução e as influências que guiaram seus textos. Por isso, que quando se fala em Manuel Bandeira é mergulhar na poesia modernista brasileira, que era marcada pela liberdade de criação, versos livres, aproximação entre a fala e a escrita, além de elementos regionalistas. Ao longo da leitura, revivi as aulas de literatura do ensino médio e conheci outros textos, que me eram desconhecidos e que me impactaram profundamente. Ao final, com os poemas traduzidos, tive a oportunidade de conhecer os sonetos de Elizabeth Barrett Browning e ter despertado o interesse em conhecer mais a obra dessa poetisa. ⚠️📕✍️ O último poema Assim eu queria o meu último poema Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação. ⚠️📕✍️ Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo inconsequente Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa demente Vem a ser contraparente Da nora que nunca tive E como farei ginástica Andarei de bicicleta Montarei em burro brabo Subirei no pau-de-sebo Tomarei banhos de mar! E quando estiver cansado Deito na beira do rio Mando chamar a mãe-d’água Pra me contar as histórias Que no tempo de eu menino Rosa vinha me contar Vou-me embora pra Pasárgada Em Pasárgada tem tudo É outra civilização Tem um processo seguro De impedir a concepção Tem telefone automático Tem alcaloide à vontade Tem prostitutas bonitas Para a gente namorar E quando eu estiver mais triste Mas triste de não ter jeito Quando de noite me der Vontade de me matar — Lá sou amigo do rei — Terei a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada.

    42 curtidas

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    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho profile picture

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho

    Foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Possuía um estilo simples e direto, foi o mais lírico dos poetas. Abordava temáticas cotidianas e universais, às vezes com uma abordagem de "poema-piada", lidando com formas e inspiração que a tradição acadêmica considera vulgares. Mesmo assim se valeu de formas colhidas nas tradições clássicas e medievais. Em sua obra de estreia (e de curtíssima tiragem) estão composições poéticas rígidas, sonetos em rimas ricas e métrica perfeita, na mesma linha onde, em seus textos posteriores, encontramos composições como o rondó e trovas.

    109 Livros
    529 Seguidores
    Pernambuco, Brasil

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho