Diários de Jack Kerouac - 1947-1954

    Douglas Brinkley

    L&PM
    2013
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9788525427182
    Português Brasileiro

    A alma e os sentimentos por trás de On the Road “Os diários de Kerouac me fazem lembrar de uma época, nem tão distante assim, quando ainda havia algumas pessoas apaixonadamente sensíveis à escrita e ao ato de escrever. Hoje elas estão extintas.” Kurt Vonnegut “Estes Diários são um must para qualquer um que se interesse por Kerouac e pelos beats. Mais do que isso: destina-se a todos nós que temos curiosidade sobre uma época em que a inocência ainda era uma possibilidade. Ler os pensamentos, as esperanças e os sonhos de Kerouac nos leva de volta às coisas importantes da vida: viver, amar, respirar, pensar, ter esperança, se importar, sonhar, rir e ir em frente, sempre.” Johnny Depp Em Diários de Jack Kerouac: 1947-1954, o historiador DouglasBrinkley reúne uma seleção de anotações dos diários que abrange o período mais crucial da intrépida vida do escritor. Um verdadeiro retrato do artista quando jovem, estas páginas mostram uma alma sensível mapeando seu próprio progresso criativo, ao mesmo tempo que conhece figuras decisivas como Allen Ginsberg, William Burroughs e Neal Cassady e prepara sua obra máxima, On the Road. Estas confissões revelam um artista único em busca de sua própria voz.

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    Victor Hlebetz13/01/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Kerouac e minha destreza debilitada na leitura

    leio muito devagar, estou com o mesmo livro nas mãos desde dezembro e não encontro tempo para termina-lo… além do tempo eu enfrento constantes divagações enquanto rolo meus olhos pelas linhas místicas de Kerouac em seus diários, diários belíssimos e tão simples quanto complexos em diferentes momentos que acabam justificando minhas divagações. estas últimas páginas fazem parte de uma seção poeticamente chamada de “Chuva & Rios” onde ele descreve todo o cenário americano desde planícies esmeraldas, árvores frondosas, ventos vespertinos e chuvas felizes a pântanos negros, rios lamacentos, neves infernais e frios dilacerantes que formam um tecido esfarrapado & manchado do que são - ou eram - os Estados Unidos no fim da década de 40 / início da de 50 e é a pedra fundamental de “On the Road”. acompanhado de Neal Cassady e Louanne-só-Louanne, Kerouac se esgueira por inúmeros buracos, rodoviárias, paisagens rachadas e carros envolto numa cortina de poeira e névoa enquanto rabisca seu caderno para nos legar anos depois um documento que não pode ser descrito de outra forma que não um relato extremamente honesto & empregnado de paixão de uma das vozes mais criativas da literatura americana, uma farpa dolorida no pé dos adoradores da forma augusta. a expressão não conhece limites. alguns erros de datilografia e a tradução comprometem (bastante) a leitura e o entendimento dos expurgos de Kerouac e isso fica claro sempre que há uma facsimile de uma página original. é preciso ler alguns trechos em português pensando em inglês para que a rima e os jogos fonéticos - recursos tão explorados por Kerouac - não sejam perdidos.

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