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    Quo Vadis? (Grandes Obras da Cultura Universal #22) - Romance do Tempo de Nero

    Henryk Sienkiewicz

    [Belo Horizonte] Itatiaia Limitada
    2003
    552 páginas
    18h 24m
    ISBN-13: 9788531904387
    Português Brasileiro
    3.8
    22 avaliações
    Leram11Lendo1Querem10Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos2Desejados10Avaliaram22

    "Quo Vadis? - Powieść z czasów Nerona". Henryk Sienkiewicz - grande escritor polaco - recebeu o Nobel de Literatura em 1905 por esse livro que apresenta a Roma dos Césares nos tempos de Nero (54-68 A.D.): os contrastes entre o paganismo e a filosofia requintada pelo orgulho das elites do Império e o cristianismo primitivo - humilde e fervoroso - de Pedro nos primeiros tempos da Igreja. O autor recria, em breves traços, as personalidades marcantes da Côrte neroniana, como o sofisticado e irônico Petrônio; o perfil sedutor e frio de Popéia Sabina, a esposa de Nero; as manias de grandeza e os caprichos do Imperador; a ambiciosa crueldade de Tigellinus, prefeito da Guarda Pretoriana et al...

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    Resenhas (2)Ver mais
    Sofia Meneghel picture
    Sofia Meneghel16/08/2021Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Um pouco (muito) exagerado

    “Ninho de crime, e de poder também; de loucura, e também de ordem, cabeça e déspota do universo, e todavia sua lei e sua paz, cidade omnipotente, invencível, eterna...” Durante toda a leitura permaneci com o sentimento de que, embora nos fossem apresentados os pensamentos e emoções dos personagens com certa frequência, que estes não eram os verdadeiros protagonistas da história. A cidade de Roma, “cidade omnipotente, invencível, eterna...”, para mim é a verdadeira protagonista. As ruelas apinhadas e sujas dos distritos pobres e as grandes villas dos augustos e praetores são o plano de fundo que, em minha opinião, foi muito mais interessante que qualquer trama dos personagens. Não consegui me conectar em nenhum momento com o amor de Vinicius e Lígia. O desenvolvimento do relacionamento não fez nenhum sentido, e, sinceramente, todos os elogios e a franca obsessão de Vinicius para com Lígia me deixava, no mínimo, incomodada. Este livro foi muito claramente escrito com a finalidade de servir como propaganda cristã, o que também me incomodou um pouco. Descrever os cristãos e o cristianismo como sendo tudo o que há de bom e puro no mundo, e sabendo que alguns séculos depois estes mesmos estariam torturando, conquistando e executando em nome da fé, me pareceu um pouco hipócrita da parte do autor. No mais, é um livro muito interessante no que diz respeito a vida na Roma antiga, e as descrições do autor são tão vívidas que em certos momentos eu podia fechar os meus olhos e me imaginar dentro da história, sentir a atmosfera da cidade. Acredito que quem segue alguma vertente do cristianismo poderá ter um proveito muito melhor dessa obra que, apesar dos defeitos, é simplesmente épica, realmente de tirar o fôlego.

    1 curtida

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    3.8 / 22
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