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    Para Ler o Pato Donald - comunicación de masa y colonialismo

    Ariel Dorfman

    siglo ventiuno
    1973
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.2
    161 avaliações
    Leram284Lendo39Querem231Relendo1Abandonos13Resenhas12
    Favoritos0Desejados231Avaliaram161

    El lector que abre este libro seguramente se sentirá deconcertado. Tal vez no tanto porque observa uno de sus ídolos desnudado, sino más bien porque el tipo de lenguaje que aquí se utiliza intenta quebrar la falsa solemnidad con que la ciencia por lo general encierra su proprio quehacer. Para acceder al conocimiento, que es una forma del poder, no podemos seguir suscribiendo con la vista y la lengua vendadas, los rituales de inciaión con que las sacerdotisas de la "espiritualidad" protegen y legitimizan sus derechos, exclusivos, a pensar y opinar. De esta manera, aun cuando se trata de denunciar las falacias vigentes, los investigadores tienden a reproducir en su proprio lenguaje la misma dominación que ellos desean destruir. Eso a la locura de las palabras, al futuro como imaginación, al contacto permanente con el lector, este temor a hacer el ridículo y perder su "prestigio" al aparecer desnudo frente a sua particular reducto público, traduce su aversión a la vida definitiva, a la realidad total.

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    Maria Luíza picture
    Maria Luíza20/02/2026Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    "Pensasse que o homem, submerso nas angústias e contradições sociais, há de se salvar e alcançar sua libertação como humanidade no entretenimento..."

    Para ler o Pato Donald é um livro historicamente situado e precisa ser analisado com base em seu contexto, caso contrário pode ser entendido como paranóia ou exagero, como vi algumas pessoas descrevendo o livro. Tendo em vista que foi publicado no cenário chileno de 1971, logo após a eleição de Salvador Allende, o clima intelectual era bastante marxista, e o tom firme usado pelos autores foi proposital e necessário para o momento. Mesmo que o que é descrito não seja exatamente o que vemos hoje em dia nos meios de comunicação, a ideia central é correta e relevante: as mídias de comunicação e entretenimento são, muitas vezes, fortes ferramentas do imperialismo (no caso do livro, imperialismo estadunidense), sendo o Sul Global o mais afetado por esse imperialismo cultural. O livro aborda minuciosamente cada detalhe dos quadrinhos da Disney estudados, traz características dos personagens e o que eles representam na vida real. De acordo com a pesquisa, as historinhas da Disneylândia fortalecem ideias acerca da supremacia estadunidense e da suposta inocência burguesa em relação aos problemas sociais por meio do apagamento do processo de produção e do proletariado e de estereótipos dos povos marginalizados e da classe trabalhadora. São muitas as análises feitas. Uma reflexão trazida pelo livro que me interessou muito foi a de que os países periféricos são propositalmente (e de forma mal intencionada) tratados pelos Estados Unidos como dependentes e incapazes, como crianças (essa relação é feita entre os personagens e o mundo real), e por isso deveriam ser ensinados e seus comportamentos deveriam ser orientados. Isso é muito visto na atualidade (inclusive no caso da Venezuela). Uma crítica que eu tenho é que os autores (pelo menos no meu ponto de vista) parecem apagar o potencial do Sul Global de perceber e enfrentar o imperialismo, colocoando-o como agente meramente passivo. Porém, eu entendo que essa perspectiva tenha sido necessária, na visão dos autores, para a luta política chilena da época. Eu gostei da leitura, ela é bastante didática e fácil de compreender. Para quem tem interesse em entender melhor a história do Chile ou se aprofundar nos estudos sobre imperialismo cultural e comunicação de massa, esse livro é uma ótima ferramenta. Demorei para postar essa resenha porque precisei fazer um resumo bastante grande do livro para colocar as ideias no lugar.

    16 curtidas

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    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas10%
    Ariel Dorfman profile picture

    Ariel Dorfman

    Vladimiro Ariel Dorfman é um romancista, dramaturgo, ensaísta, acadêmico e ativista pelos direitos humanos argentino-chileno-americano. Cidadão dos Estados Unidos desde 2004, é professor de literatura e de estudos latino-americanos na Universidade Duke, em Durham, Carolina do Norte, desde 1985

    19 Livros
    5 Seguidores

    Ariel Dorfman