"Mas Deus não ia lá, nós estar sozinho".
Minha primeira experiência com HQ, e acho que não poderia ter sido melhor. Comovente, pesado, muito real, espetacular. Deveria ser leitura obrigatória pra todo mundo. O autor conseguiu relatar fatos históricos extramamente pesados, fortes, de uma maneira muito bacana. Se fosse um livro normal, não sei se eu conseguiria ler. Acho que a magia dessa HQ é conseguir gerar em nós sentimentos muito fortes, com apenas pequenas frases e imagens até um pouco abstratas. É muito triste ler e pensar que tudo isso foi real, e que com certeza existem relatos muito mais tristes. A cada página é um soco no estômago, um relato mais impactante que o outro, e a gente consegue imaginar de forma bem realista tudo que esse povo sofreu. O que eu achei genial foi a forma que o autor conseguiu intercalar momentos densos com momentos mais leves. Talvez seja o ponto crucial pra que essa obra seja tão boa, porque não daria certo se tivesse apenas as partes mais pesadas, sem algo pra aliviar um pouco o enredo. Mais um ponto positivo foi o fato do autor conseguir mostrar, mesmo de forma sucinta e implícita, como a guerra e o sofrimento pode mudar complemente o jeito de alguém. A personalidade do Vladek é a prova disso, basta observar. Essa é uma das melhores coisas que li, em relação a qualidade. Mas também é uma das piores coisas que já li, em relação a temática. Pode parecer contraditório, mas só quem leu é que talvez me entenda. Recomendo demais. A qualidade é absurda, e a capacidade que essa leitura tem de impactar o leitor é surreal.









