Cassandra Mortmain lives with her Bohemian and impoverished family in a crumbling castle in the middle of nowhere. Her journal records her life with her beautiful, bored sister, Rose, her glamorous stepmother, Topaz, her little brother Thomas and her eccentric novelist father who suffers from a financially crippling writer's block.
I Capture the Castle -
Dodie Smith
Edições (1)
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O livro I Capture the Castle, escrito por Dodie Smith (a autora de 101 Dálmatas) e publicado em 1949,é um bom exemplo de literatura juvenil de boa qualidade. O livro é dividido em 3 partes: the sixpenny book, the shilling book e the two-guinea book. Eles representam os cadernos nos quais a narradora-protagonista (Cassandra Mortmain) escreve contando os seus dilemas pessoais com o intuito de praticar a escrita para se tornar uma escritora. Cassandra Mortmain, uma garota inteligente de 17 anos, vive com sua família excêntrica em um castelo antigo e abandonado na Inglaterra. Seu pai é um escritor famoso que está sofrendo de um bloqueio criativo e não consegue mais escrever. Por isso, sua família se muda para esse estranho castelo para buscar inspiração para o pai. Entretanto, o bloqueio do escritor continua e a família gasta todo o dinheiro que tem para se manter; os móveis são vendidos e o castelo se torna vazio. A pobreza predomina na vida da família, pois eles não possuem dinheiro nem para se alimentar, e buscam desesperadamente uma solução para resolver os problemas financeiros. Rose Mortmain, a irmã mais velha de Cassandra, cansada de tanta de perder sua juventude e beleza dentro daquela ruína, fala que faria qualquer coisa para melhorar de vida, inclusive um pacto com o diabo. Assim, os irmãos brincam de fazer pactos com a estátua destruída da casa. Coincidentemente, nesse momento surgem duas visitas que vão explorar o castelo: os irmãos Simon e Neil Cotton, os novos herdeiros do castelo que vão conhecer o lugar. Os rapazes ficam encantados com as moças da família que parecem sobrenaturais dentro daquele castelo. O encontro com os rapazes provoca o conflito da moradoras do castelo, porque Rose - a irmã bela e gananciosa - quer conquistar e se casar com o irmão mais velho, Simon, porque ele é o herdeiro da fortuna da família. As intenções dela parecem terríveis, mas ela deseja sair da vida miserável e sem perspectivas que levava. Ela o compara com o diabo, com quem pensa ter feito um pacto enquanto brincavam, por causa de sua terrível barba. A barba não era tão terrível quanto ter que gostar de quem não se gosta e casar-se por interesse. Quem se apaixona verdadeiramente por Simon é Cassandra, pois ambos possuíam temperamentos similares e grande interesse por literatura. O livro vai muito além de um triângulo amoroso, pois as irmãs discutem a questão moral envolvida em casar-se com quem não se ama ou continuar vivendo sem perspectivas. O papel da mulher para sustentar uma família e o casamento são discutidos pelas personagens utilizando exemplos de Charlotte Brontë e Jane Austen. Como são personagens que gostam de literatura, o livro propõe um diálogo com diversos clássicos da literatura, que são lidos pelas jovens, ou pelos mais velhos. Por exemplo, as moças citam Edgar Allan Poe, Henry James, Proust e Shakespeare. E a protagonista, Cassandra, parece se identificar muito com Jane Eyre. O livro de Dodie Smith não deixa de ser um livro para jovens que passam por muitos conflitos para amadurecer, mas é um livro que pode agradar mesmo quem já não é mais adolescente. O livro foi escrito na metade do século passado, mas a narradora, apesar de ser inocente, é moderna e verdadeira. Além da mágica atmosfera do castelo, dos cultos pagãos feitos pelas meninas no interior da Inglaterra, e da história de amor entre os personagens, o livro vai interessar muito aqueles que gostam de escrever e de ler, pois a literatura é o pilar que sustenta esse romance. Descobrimos a paixão da menina pela escrita, pelas suas preciosas páginas de papel em branco que ainda restam para escrever, pelos livros da biblioteca, a improvável produção de um novo livro por seu pai, e os conselhos de Simon como literato. Para quem gosta de ler, é muito difícil não se deixar cativar por essa história inocente que não comete clichés que esperaríamos para esse tipo de livro. Acredito que I Capture the Castle ainda não tenha sido traduzido para o português por nenhuma editora, então nos resta ler em inglês (ou uma tradução para o espanhol). Espero que alguma editora se interesse por traduzir esse livro, agora que estão focando tanto nos livros para adolescentes.
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