Os irmãos inimigos -

    Nikos Kazantzakis

    Círculo do Livro
    1965
    243 páginas
    8h 6m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    A pequena cidade de Cástelo, aos pés das montanhas do Épiro, está devastada pela guerra civil. De um lado, os boné vermelhos, os comunistas, e do outro, os boné pretos, os situacionistas, e, no meio, o padre Iánaros que, por todos os meios, tenta unir o que a paixão política tinha dividido. Toda a ação se passa na semana da Páscoa e tem como protagonista o padre Iánaros que, inspirado pelo amor de Cristo pelos homens, resolve agir e tentar conciliar os dois lados em luta.

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    Luiz Cortes17/07/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sejam um.

    A primeira vez que li esse livro, eu era um adolescente, entrando na juventude, então o li mais pela aventura. Agora trinta e poucos anos depois, relendo calmamente e cautelosamente eu fui jogado em um conflito muito mais profundo, muito mais terrível do que poderia imaginar. Fui lançado em uma guerra que transcende o simples conceito de guerra. Doloroso é a palavra que eu usaria para descrever o livro. Aqui a esperança é uma só, a liberdade é uma só. O enredo desse livro é mais atual do que qualquer noticiário. 💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠💠 "Os Irmãos Inimigos" (em grego, Oi Adelfofades) é um romance de Nikos Kazantzakis que se passa durante a Guerra Civil Grega (1946-1949). A obra explora temas como lealdade, ideologia, sacrifício e o impacto devastador dos conflitos internos em famílias e comunidades. A história central gira em torno de duas figuras principais, que representam lados opostos da guerra: 🔷 Capitão Drako: Um ferrenho comunista e líder guerrilheiro que luta nas montanhas pela causa da resistência. Ele é movido por uma forte convicção ideológica e acredita na necessidade da revolução para transformar a sociedade grega. 🔷Capitão Kondarakis: Um nacionalista e oficial do exército governamental, responsável por combater os guerrilheiros comunistas. Ele defende a ordem estabelecida e a unidade nacional contra o que vê como uma ameaça subversiva. Embora não sejam irmãos de sangue no sentido literal (o título é mais uma metáfora para a divisão interna da Grécia), Drako e Kondarakis são apresentados como "irmãos inimigos" por compartilharem a mesma origem grega e estarem presos em um conflito fratricida. A narrativa alterna entre as perspectivas de ambos os lados, mostrando as motivações, as esperanças e os desespero dos combatentes. O livro não se limita a um simples confronto militar. Kazantzakis utiliza a guerra como pano de fundo para uma profunda reflexão filosófica sobre a condição humana. Ele explora a complexidade das escolhas morais em tempos de guerra, a fragilidade da vida, a busca por um propósito e a luta entre o bem e o mal, que muitas vezes se confundem em meio à violência. A obra é marcada pela linguagem rica e poética de Kazantzakis, que descreve as paisagens áridas da Grécia, a brutalidade dos combates e a intensidade das emoções humanas. O autor não toma partido explicitamente, mas busca compreender a alma grega dilacerada pelo conflito. Ele mostra como a ideologia pode tanto inspirar atos de heroísmo quanto justificar atos de crueldade. "Os Irmãos Inimigos" é, em última análise, um lamento sobre a tragédia da guerra civil e um apelo à compreensão e à reconciliação, mesmo diante das mais profundas divisões. É uma obra poderosa que convida à reflexão sobre a natureza da inimizade e a possibilidade de encontrar humanidade no adversário. Resumo feito com auxílio do Gemini IA.

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